Foguetes atingem base militar e área de embaixadas em Bagdá | Notícias internacionais e análises | DW | 04.01.2020
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Oriente Médio

Foguetes atingem base militar e área de embaixadas em Bagdá

Explosões foram registradas em instalação que abriga forças dos EUA e na Zona Verde. Ação ocorre um dia após morte de general iraniano em ataque americano. 

Irak Sicherheitskräfte Green Zone in Bagdad (Reuters/A. Saad)

Posto de controle próximo da Zona Verde, em Bagdá

Pelo menos três foguetes atingiram neste sábado (04/01) a Zona Verde, perto da embaixada dos EUA em Bagdá, e a base militar de Al Balad, no norte do capital do Iraque, que abriga tropas americanas.

Por enquanto, não há registro de vítimas, segundo o governo do Iraque.

Uma fonte do Ministério do Interior do Iraque disse que o projétil que atingiu a Zona Verde era um foguete do tipo Katyusha. No entanto, também não há registro de danos materiais na região.

Já um oficial da Polícia de Saladino, província ao norte de Bagdá onde fica a base de Al Balad. informou que dois foguetes caíram no sul da instalação, atingindo um depósito de armas do Exército do Iraque. Os danos causados, segundo a fonte, foram limitados.

O oficial, que pediu para não ser identificado, disse que os soldados americanos que trabalham na base entraram em "estado de alerta". Drones foram colocados no ar pouco depois do ataque.

Al Balad é uma das maiores bases do Iraque e recebe assessores militares da coalizão internacional liderada pelos EUA para combater grupos terroristas que atuam na região, como o Estado Islâmico.

Os ataques ocorrem um dia depois de os Estados Unidos terem matado o general Qassim Soleimani, comandante da Força Qurds, a divisão de elite da Guarda Revolucionária do Irã, e Abu Mahdi al Muhandis, vice-presidente das Forças de Mobilização Popular (PMF), perto do aeroporto internacional de Bagdá.

A morte dos dois foi uma resposta do governo de Donald Trump às ações de milícias xiitas apoiadas pelo Irã contra os interesses dos Estados Unidos na região e à invasão da embaixada americana em Bagdá há alguns dias.

A morte de Soleimani, considerado por muitos como a segunda pessoa mais poderosa do Irã, gerou uma onda de choque e elevou as tensões no Oriente Médio.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ameaçou os EUA com "duras retaliações" pela morte de Soleimani. O grupo Hisbolá prometeu que a resposta do que chamou de "eixo de resistência" na região – formado por um grupo de países que incluem o Líbano e o Iêmen – será decisiva, e disse que "os americanos serão punidos onde quer que estejam ao alcance de Teerã".

O Iraque, aliado tanto de Teerã quanto de Washington, condenou o ataque contra Soleimani em seu território, que considerou um atentado à sua soberania. O governo iraquiano está sob forte pressão para expulsar o contingente de 5,2 mil soldados americanos estacionados no país com o objetivo de impedir um ressurgimento do EI.

JPS/efe/afp

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