Fischer não faz concessões | Notícias internacionais e análises | DW | 17.07.2003
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Mundo

Fischer não faz concessões

Em sua primeira visita aos EUA após a guerra do Iraque, ministro alemão oferece ajuda humanitária e econômica para a reconstrução do país, mas não faz concessões quanto ao envio de tropas.

Joschka Fischer na Casa Branca

Joschka Fischer na Casa Branca

Os encontros do ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, com o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, e a conselheira de Segurança, Condoleezza Rice, não levaram a nenhuma aproximação na questão do envio de tropas ao país do Golfo. Mas, acentuou Fischer, permitiram a constatação de que, apesar das divergências acerca da guerra, Alemanha e EUA têm um interesse comum em impedir novos perigos pelo terrorismo no pós-guerra. O governo alemão está disposto a contribuir para a estabilização da região em crise por meio de meios pacíficos.

O papel da ONU no pós-guerra - Colin Powell não vê necessidade de uma nova resolução das Nações Unidas para que Alemanha, França e outros países ajudem militarmente a garantir a paz no país do Golfo Pérsico. "Os EUA partem do princípio de que a (resolução) 1483 dá autoridade suficiente às nações que procuram um mandato da ONU para participarem das atividades de estabilização e garantia da paz no Iraque", disse Powell. O secretário disse, entretanto, que se está discutindo no momento como tratar o desejo de vários países de fortalecer o papel das Nações Unidas no pós-guerra iraquiano.

A resolução 1483 atribuiu aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha, como forças de ocupação, competências de deliberação no Iraque. Alemanha, França e outros países contrários à guerra exigem um claro mandato da ONU para uma eventual participação militar no processo de paz.

O ministro do Exterior da Alemanha enfatizou esta precondição. Sem um mandato, não há nem como se pensar no envio de soldados da Bundeswehr para o Iraque. Por outro lado, Fischer ofereceu ajuda humanitária e econômica da Alemanha para a reconstrução do Iraque.

Nenhum pedido concreto - Powell acrescentou que, de qualquer forma, Washington não solicitou ainda aos alemães nenhuma ajuda específica, seja militar ou de outro tipo. O envio de soldados alemães e franceses para reforçar a coalizão liderada pelos EUA e pela Grã-Bretanha entrou em discussão na semana passada, quando o secretário norte-americano de Defesa, Donald Rumsfeld, declarou no Senado que saudaria uma medida destas. Em seguida, vários parlamentares reivindicaram do governo Bush uma iniciativa neste sentido.

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