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EUA realizam ataques no sul do Irã durante negociações

Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 26 de maio de 2026

Comando Central das Forças Armadas alega "legítima defesa" para proteger as tropas americanas das ameaças representadas pelas forças iranianas.

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Navio percorre o Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz é importante rota de escoamento do petróleoFoto: REUTERS
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O que você precisa saber

  • Em meio às negociações de um possível acordo de paz com o Irã, os EUA atacaram nesta segunda-feira (25/05) o sul da República Islâmica, alegando "legítima defesa".
  • Já o Irã declarou que um acordo com os EUA "não é iminente" devido a "mudanças frequentes" nas posturas das autoridades americanas
  • No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizara que um acordo com o Irã estaria próximo, mas depois disse não ter pressa diante da relutância dos iranianos: "tempo está do nosso lado"
  • Nesta segunda, Trump acrescentou uma nova exigência: a de que países de maioria adiram aos Acordos de Abraão, que preveem a normalização de relações com Israel
  • Presidente iraniano manda restabelecer a internet após quase 3 meses de apagão

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio: 

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26 de maio de 2026

Transmissão encerrada

Leia mais sobre a guerra no Irã aqui 

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Pular a seção Irã acusa EUA de violar trégua após ataques no sul do país em plena negociação
26 de maio de 2026

Irã acusa EUA de violar trégua após ataques no sul do país em plena negociação

 O Irã acusou nesta terça-feira os Estados Unidos de violar o cessar-fogo vigente desde 8 de abril, após os ataques da noite passada contra posições na província de Hormozgan, no sul do país, o que, segundo Teerã, demonstra a “má-fé” de Washington em meio às negociações para um acordo de paz. 

“O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã condena veementemente estas ações agressivas, que constituem uma violação flagrante do parágrafo 4 do artigo 2º da Carta das Nações Unidas e também do cessar-fogo de 8 de abril”, afirmou a pasta em comunicado. 

O ministério assegurou que o Exército dos EUA realizou nas últimas 48 horas ações “agressivas” na província meridional de Hormozgan, além de denunciar supostos atos de “pirataria marítima” contra embarcações comerciais iranianas, no âmbito do cerco naval imposto por Washington sobre navios e portos iranianos em 13 de abril. 

O aparato diplomático, que não deu detalhes sobre os ataques, alertou que o governo americano é “responsável por todas as consequências derivadas destes atos agressivos” e garantiu que a república islâmica “não os deixará sem resposta”. 

Além disso, denunciou que as ações americanas ocorreram enquanto continuam os contatos diplomáticos mediados pelo Paquistão para alcançar um acordo de paz, e afirmou que estes fatos demonstram a “má-fé” e o “descumprimento de compromissos” por parte de Washington. 

O Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) informou na noite passada sobre ataques “em legítima defesa” no sul do Irã, direcionados contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas. 

Paralelamente, a imprensa iraniana relatou fortes explosões por volta da meia-noite na cidade de Bandar Abbas, no sul do país, sem dar mais detalhes. 

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje que suas forças derrubaram um drone americano MQ-9 e dispararam contra um caça F-35 e outro veículo aéreo não tripulado após terem violado o espaço aéreo iraniano na região do Golfo Pérsico. 

O corpo militar de elite alertou também sobre qualquer violação do cessar-fogo por parte dos EUA e considerou “legítimo e definitivo” o seu direito a uma resposta recíproca. 

Os fatos ocorreram justamente no momento em que Estados Unidos e Irã intensificaram seus contatos nos últimos dias e finalizam os detalhes de um acordo que permitiria pôr fim à guerra. 

O chefe negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, estão no Catar para tratar do referido acordo que, segundo vazamentos para a imprensa, incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão de sanções ao Irã, mas deixaria a questão nuclear para uma fase posterior.

jps (EFE)

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Pular a seção Líbano registra pelo menos 16 mortos após intensificação dos ataques israelenses
26 de maio de 2026

Líbano registra pelo menos 16 mortos após intensificação dos ataques israelenses

Pelo menos 16 pessoas morreram em uma série de ataques lançados por Israel contra o Líbano, 11 delas em um único local, desde que o Estado judeu anunciou na noite passada uma intensificação de sua ofensiva e atingiu cerca de 100 supostos alvos do grupo xiita Hezbollah. 

Por um lado, vários bombardeios atingiram ontem à noite a localidade de Mashghara, no sudeste do país, onde 11 pessoas perderam a vida, entre elas dois menores, e outras 15 ficaram feridas, segundo informou nesta terça-feira em comunicado o Centro de Operações de Emergência do Líbano. 

De acordo com o órgão, que faz parte do Ministério de Saúde Pública, as equipes de resgate ainda estão realizando trabalhos de busca na área, razão pela qual o balanço de vítimas é preliminar. 

Em outra nota, o Centro de Operações de Emergência denunciou que um ataque israelense matou um paramédico da organização Associação de Escoteiros da Mensagem Islâmica e feriu outros dois em Srifa, no sul do país, sem dar detalhes sobre qual era o alvo da ação. 

No entanto, a agência de notícias libanesa ANN detalhou que as bombas atingiram um centro da organização de socorro, além de elevar para dois o número de mortos. 

No decorrer desta terça-feira, também perderam a vida outras duas pessoas em Zawtar al Sharqiyah (sul), onde caíram pelo menos oito bombardeios, e mais uma que foi alvo de um drone quando viajava em um veículo pela área de Khirbet Selm (sul), de acordo com a agência estatal. 

Desde a meia-noite passada, tanto a cidade meridional de Nabatieh quanto uma série de vilarejos nos arredores registraram uma intensificação no número de bombardeios israelenses, bem como de ataques de artilharia, com várias casas destruídas em Doueir e Yahmar al Shaqif, indicou a ANN. 

Segundo a imprensa hebraica, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria ordenado ontem à noite a intensificação de sua ofensiva contra o Líbano, que continua apesar do cessar-fogo pactuado há quase cinco semanas por ambos os países e da proximidade de uma rodada de diálogo prevista para esta sexta-feira. 

Neste contexto, Israel assegurou ter atacado cerca de uma centena de alvos do Hezbollah no leste e no sul do país. 

jps (EFE)

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Pular a seção Netanyahu anuncia escalada de ataques no Líbano
26 de maio de 2026

Netanyahu anuncia escalada de ataques no Líbano

Ataque israelense no Líbano
Ataque israelense no LíbanoFoto: Stringer/REUTERS

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira uma escalada em seus ataques ao Líbano e a tomada de novas "zonas estratégicas" por parte do Exército. 

"As FDI (Forças de Defesa de Israel) operam com um grande contingente no terreno e estão assumindo o controle de áreas estratégicas. Estamos reforçando a zona de segurança para proteger as comunidades do norte (de Israel)", disse Netanyahu no início da reunião do gabinete de segurança israelense. 

Em um vídeo enviado por seu escritório, o premiê afirma que a decisão de atacar o Líbano com maior contundência foi tomada em coordenação com o Ministério da Defesa, liderado por Israel Katz, e com o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir. 

Netanyahu também mencionou um esforço nacional "massivo" para impulsionar "soluções criativas e inovadoras contra os drones explosivos" com os quais o grupo xiita libanês Hezbollah tem atacado com maior eficácia posições israelenses nas últimas semanas. 

Apesar do cessar-fogo de 16 de abril entre Israel e Hezbollah, o combate persistiu em ambos os lados da "linha amarela", nome pelo qual Israel se refere à linha que divide os cerca de 8% do território libanês que o país segue ocupando no sul. 

Nesta terça-feira, as tropas terrestres das FDI ultrapassaram essa "linha amarela" no que um oficial militar descreveu à Agência EFE como "operações seletivas além da linha de defesa avançada", que tinham como objetivo "eliminar ameaças diretas". 

Na noite de segunda-feira, Israel bombardeou mais de 100 alvos no leste e no sul do Líbano, informaram as FDI. 

Essa nova onda de ataques israelenses causou a morte de ao menos 16 pessoas no Líbano, informou em um comunicado o Centro de Operações de Emergência do país, 11 delas na localidade de Mashghara, no sudeste libanês.

jps (EFE) 
 

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Pular a seção Presidente iraniano manda restabelecer a internet após quase 3 meses de apagão
26 de maio de 2026

Presidente iraniano manda restabelecer a internet após quase 3 meses de apagão

Irã sem internet
Foto: DW

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou o restabelecimento do acesso à internet global no país após quase três meses de apagão digital, que vigorava desde o início da guerra contra os Estados Unidos e Israel, no último dia 28 de fevereiro. 

Pezeshkian deu instruções ao Ministério das Comunicações para que retorne o acesso à internet à situação anterior, segundo informou a agência de notícias ISNA na noite de segunda-feira, a qual afirmou que a ordem presidencial poderia começar a ser aplicada nesta terça-feira. 

A decisão ocorre depois que o Comitê Especial para a Gestão do Ciberespaço aprovou, em sua quarta reunião, o restabelecimento da internet internacional com nove votos a favor e três contra. 

O ministro das Comunicações iraniano, Sattar Hashemi, confirmou posteriormente ao jornal Shargh que o processo para restabelecer a conexão internacional “já começou”. 

Hashemi havia alertado previamente que o corte da internet global no Irã custa ao país cerca de US$ 30 milhões diários e afeta 10 milhões de trabalhadores que dependem da economia digital. 

No entanto, veículos de imprensa vinculados à Guarda Revolucionária iraniana questionaram imediatamente a autoridade do governo para adotar a medida. 

A agência de notícias Fars sustentou que as restrições foram impostas pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e que, portanto, apenas esse órgão pode revertê-las. 

Apesar disso, o presidente do país também exerce a função de chefe desse Conselho, o máximo órgão de segurança do Irã. 

O restabelecimento da internet internacional se tornou um dos assuntos mais sensíveis do debate político iraniano após meses de restrições severas, que afetaram especialmente empresas de tecnologia e plataformas digitais. 

O primeiro-vice-presidente, Mohammad Reza Aref, criticou nesta segunda-feira as limitações “arbitrárias” ao acesso à internet e afirmou que fechar a rede por motivos de segurança equivale a “fechar uma rodovia inteira pela infração de um único motorista”. 

O corte da internet global no Irã completa nesta terça-feira 88 dias consecutivos, que se somam às quase três semanas de apagão que o país viveu durante os protestos antigovernamentais de janeiro, nos quais chegou-se a pedir o fim da república islâmica. 

As autoridades sufocaram as revoltas com uma dura repressão que causou a morte de 3.117 pessoas, segundo a contagem oficial, embora ONGs de direitos humanos elevem o número para mais de 7.000. 

jps (EFE)
 

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Pular a seção Rubio diz que acordo com o Irã segue em negociação, mas "levará dias" após novos ataques
26 de maio de 2026

Rubio diz que acordo com o Irã segue em negociação, mas "levará dias" após novos ataques

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco RubioFoto: Julia Demaree Nikhinson/AP Photo/picture alliance

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto "de uma forma ou de outra" e que as negociações com o Irã continuam, embora resolver as divergências da minuta inicial vá levar "alguns dias". 

"Vai levar um par de dias para se chegar a um acordo, inclusive nos desacordos sobre uma palavra ou uma frase. Portanto, teremos que trabalhar nisso. Mas ou será um bom acordo ou não haverá nenhum", disse Rubio aos jornalistas na cidade indiana de Jaipur. 

O chefe da diplomacia americana garantiu que nesta terça-feira foram realizadas conversas no Catar, após a ligação que o presidente Donald Trump fez no fim de semana para vários líderes regionais e que, segundo Rubio, permitiu estabelecer um alinhamento sólido sobre o documento preliminar. 

No entanto, Rubio alertou que a situação no Estreito de Ormuz é insustentável e sustentou que qualquer eventual acordo com Teerã deverá garantir imediatamente o livre trânsito por essa via. 

"O estreito tem que estar aberto. Vai estar aberto de uma forma ou de outra (...) O que está acontecendo ali é ilegal, é ilícito, é insustentável para o mundo e é inaceitável. Os estreitos devem estar abertos, sem impedimentos, sem pedágios. E obviamente isso tem que acontecer imediatamente, assim que algo for acordado", sentenciou. 

As declarações de Washington ocorrem horas depois de as Forças Armadas dos EUA atacarem alvos militares no sul do Irã, em uma operação qualificada como uma ação em "legítima defesa" para proteger suas tropas diante de ameaças das forças iranianas. 

O Comando Central dos EUA justificou os ataques como uma medida de legítima defesa, garantiu que a contenção é mantida durante o cessar-fogo vigente e que a operação foi direcionada contra locais de lançamento de mísseis e embarcações que tentavam posicionar minas. 
jps (EFE)

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Pular a seção Fifa oficializa Tijuana, no México, como base da seleção do Irã durante a Copa do Mundo
26 de maio de 2026

Fifa oficializa Tijuana, no México, como base da seleção do Irã durante a Copa do Mundo

A Fifa oficializou a relação dos campos-base das 48 seleções nacionais que participarão a partir de 11 de junho da Copa do Mundo de 2026, entre as quais se destaca a mudança do local de concentração do Irã, que trocou Tucson pelo Centro Xoloitzcuintle, em Tijuana (México). 

A seleção iraniana anunciou na semana passada a intenção de que sua sede durante o Mundial ficasse em Tijuana, cidade fronteiriça com os Estados Unidos e localizada no estado mexicano de Baja California (noroeste), para evitar problemas com os vistos americanos. 

Segundo informou o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, “com essa mudança, o problema dos vistos será resolvido em grande medida”, informou o site da entidade, que também explicou que a Fifa aprovou a solicitação de transferir o campo de treinamento da equipe nacional para o México após várias reuniões com responsáveis pela entidade e organizadores da Copa. 

Sorteado no grupo G, o Irã terá que disputar suas duas primeiras partidas, contra Nova Zelândia e Bélgica, nos dias 16 e 21 de junho em Los Angeles, enquanto o terceiro confronto, contra o Egito, será jogado em Seattle. 

Um total de 39 seleções ficará concentrado nos Estados Unidos - entre elas o Brasil, que ficará em Nova Jersey -, sete no México e duas no Canadá, sendo que 25 cidades que não abrigarão partidas durante o torneio servirão de alojamento para o mesmo número de equipes.

jps (EFE)

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Pular a seção Drone israelense mata 5 pessoas em Gaza durante incursão de milícia pró-Israel
26 de maio de 2026

Drone israelense mata 5 pessoas em Gaza durante incursão de milícia pró-Israel

Pelo menos cinco palestinos foram mortos nesta terça-feira em um ataque com míssil lançado por um drone israelense durante uma incursão de uma das milícias pró-Israel no campo de refugiados de Al Maghazi, no centro da Faixa de Gaza, segundo informaram o Hospital dos Mártires de Al Aqsa e as equipes de ambulâncias do enclave. 

Os quatro primeiros mortos foram identificados como Yusef e Fadi Al Maghari, Abdul Al Bashiti e Hassan Al Sayed, de acordo com as mesmas fontes, que também informaram sobre cinco feridos que foram levados ao hospital. 

Veículos de imprensa locais, como o Quds, afirmam que estavam ocorrendo confrontos na área de Husni al Masdar (a leste do acampamento) entre moradores e membros da milícia que colabora com Israel, liderada por Shawqi Abu Nasira. 

Após a retirada dos milicianos, a população encontrou o corpo de uma quinta vítima, identificada como Saleh al Bashiti, no interior de uma residência. 

"A milícia entrou na zona leste do acampamento de Al Maghazi e disparou contra as casas e os civis presentes. Os cidadãos foram espontaneamente até a entrada, e o Exército atirou neles", relatou à Agência EFE um dos homens que estava no veículo que transportava os corpos dos mortos no Hospital dos Mártires de Al Aqsa. 

Segundo as fontes médicas, o ataque ocorreu em uma área a mais de 500 metros da linha amarela (a demarcação imaginária em Gaza para a qual as tropas israelenses se retiraram quando o cessar-fogo começou) e, portanto, fora do perímetro controlado pelo Exército de Israel estabelecido no acordo de trégua. 

Nas últimas semanas, Israel aumentou seus ataques aéreos contra a população a oeste da linha amarela, apesar de a região estar fora de seu controle no cessar-fogo. 

Também cresceu a frequência das incursões desses grupos armados por Israel para enfrentar o grupo islâmico Hamas (que está posicionado no perímetro israelense da linha amarela) nas comunidades fronteiriças com essa demarcação no enclave. 

Além disso, uma adolescente de 15 anos, identificada como Fatima Al Jatib, morreu nesta terça-feira em decorrência dos ferimentos sofridos após ser vítima de um bombardeio em Khan Younis, no sul de Gaza, informou a agência oficial de notícias palestina Wafa. 

Mais de 900 pessoas foram mortas no enclave em ataques do Exército de Israel desde que a trégua entrou em vigor, no último dia 10 de outubro, de acordo com a contagem do Ministério da Saúde de Gaza. 

No total, quase 72.800 palestinos foram mortos devido à ofensiva israelense na Faixa, que começou em 7 de outubro de 2023 em retaliação aos ataques do Hamas e de outras milícias de Gaza ao território de Israel naquele mesmo dia, nos quais mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram outras 251. 

jps (EFE)

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Pular a seção EUA realizam ataques no sul do Irã durante negociações
26 de maio de 2026

EUA realizam ataques no sul do Irã durante negociações

Em meio a negociações para encerrar o conflito, os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (25/05) o que chamaram de "ataques em legítima defesa" no sul do Irã, informou a imprensa americana, citando fontes do Comando Central das Forças Armadas do país (Centcom).

Timothy Hawkins, porta-voz do Centcom, disse à rede de televisão Fox News que o ataque aconteceu em "legítima defesa", para proteger as tropas americanas das ameaças representadas pelas forças iranianas.

"Entre os alvos estavam locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam implantar minas", alegou o porta-voz.

Além disso, as forças dos EUA responderam ao que parecia ser uma base de mísseis que tinha como alvo aviões de caça americanos, de acordo com uma fonte do governo do presidente Donald Trump citada pela emissora.

Relatos da mídia iraniana indicam que houve mortes após um ataque na área da ilha de Larak, embora o Pentágono ainda não tenha confirmado vítimas ou divulgado detalhes.

Apesar da trégua formal entre Washington e Teerã, ataques têm ocorrido. No início de maio, forças iranianas teriam atacado navios militares americanos com mísseis e embarcações rápidas, ao que os EUA responderam com ações contra alvos em território iraniano.

Negociações seguem

Os ataques nos arredores do Estreito de Ormuz ocorreram justamente em um período em que Estados Unidos e Irã intensificam seus contatos e finalizam os detalhes de um acordo que permitiria pôr fim à guerra. A Casa Branca confia que ele possa ser fechado nos próximos dias, mas Teerã afirmou nesta segunda-feira que ele "não é iminente" devido às constantes mudanças na postura americana.

De acordo com autoridades americanas, há um "oferta sólida" em discussão. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que espera avanços nas negociações previstas para ocorrer no Catar. "Vamos ver se há progresso. Há muitos detalhes sendo discutidos, por isso ainda pode levar alguns dias", disse Rubio, que anteriormente havia afirmado acreditar num acordo no fim de semana – o que não ocorreu.

Trump também expressou interesse em um acordo, mas recentemente moderou o otimismo quanto a uma solução rápida. "Ou será um bom acordo – ou não haverá acordo", afirmou.

Um dos principais pontos de discordância segue sendo o destino do urânio altamente enriquecido do Irã, estimado em cerca de 400 quilos. Trump declarou que o material deveria ser destruído sob supervisão internacional – nos EUA ou em outro local –, mas não está claro se essa proposta já faz parte de um entendimento formal.

le/as (efe, ots)

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Pular a seção Trump condiciona acordo com o Irã a normalização de relações com Israel por países de maioria muçulmana
25 de maio de 2026

Trump condiciona acordo com o Irã a normalização de relações com Israel por países de maioria muçulmana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25/05) que qualquer acordo com o Irã pelo fim da guerra deve incluir a exigência de que vários outros países de maioria muçulmana, entre eles Arábia Saudita e Turquia, passem a integrar os Acordos de Abraão, que preveem a normalização das relações com Israel.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que as negociações com Teerã estão "avançando bem", mas vinculou qualquer acerto à ampliação dos Acordos de Abraão, firmados em 2020 sob a mediação dos Estados Unidos, durante o primeiro mandato de Trump na Casa Branca.

Ele apontou Arábia Saudita e Catar como países que deveriam aderir "imediatamente", seguidos por Paquistão, Turquia, Egito e Jordânia. Bahrein e Emirados Árabes Unidos foram os primeiros a aderir em 2020, mas ainda não está claro como a proposta de ampliar os acordos será recebida.

"Depois de todo o trabalho feito pelos Estados Unidos para tentar juntar esse quebra-cabeça extremamente complexo, deveria ser obrigatório que todos esses países, no mínimo, assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão", disse Trump em postagem na rede Truth Social.

O presidente disse que mencionou o plano em conversas com líderes durante as negociações realizadas no sábado.

Trump sugeriu que aceitaria que "um ou dois" países se recusassem a assinar, mas afirmou que a maioria deveria estar disposta a fazê-lo.

Egito e Jordânia já reconhecem formalmente Israel e mantêm tratados de paz de longa data.

Viabilidade incerta

Para Masood Khan, ex-embaixador do Paquistão nos Estados Unidos, é preciso ver ainda quão viável a proposta pode ser para todos os países citados por Trump.

"A invocação dos Acordos de Abraão neste momento dá uma dimensão totalmente nova aos processos diplomáticos e de mediação, porque essa questão não estava na agenda", disse.

Ainda não está claro quando ou como um entendimento com o Irã poderia ser selado. Trump sugeriu que até mesmo o Irã poderia, eventualmente, aderir aos acordos.

Os Acordos de Abraão são uma série de pactos diplomáticos, econômicos e de segurança criados sob influência dos Estados Unidos, originalmente entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, seguidos por Sudão, Marrocos e, mais recentemente, Cazaquistão.

Eles foram apresentados como um esforço para promover a cooperação entre países do Oriente Médio e do Norte da África, e o governo os via como um passo parcial rumo ao estabelecimento de relações plenas com Israel.

Embora os acordos tenham sido recebidos por alguns como um sucesso de política externa, eles são impopulares junto à opinião pública em muitas partes do Oriente Médio, sobretudo por não abordar o conflito israelo-palestino.

Países de peso do Golfo, como Arábia Saudita e Catar, já afirmaram que jamais normalizariam relações com Israel sem a criação de um Estado palestino independente.

A posição da Arábia Saudita sobre a questão palestina permanece inalterada, disse uma fonte saudita à emissora Al Arabiya, sediada em Riad, nesta segunda-feira, acrescentando que "é necessário um caminho irreversível para um Estado palestino".

ra (AP, AFP)

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Pular a seção Irã diz que acordo com os EUA "não é iminente"
Publicado 25 de maio de 2026Última atualização 25 de maio de 2026

Irã diz que acordo com os EUA "não é iminente"

Navios no Estreito de Ormuz
Irã disse que trabalhará em conjunto com Omã para garantir tráfego seguro pelo Estreito de OrmuzFoto: AFP

O Irã afirmou nesta segunda-feira (25/05) que a assinatura de um acordo com os Estados Unidos não é iminente, apesar dos avanços nas negociações de paz, devido ao que classificou como "mudanças frequentes" nas posturas das autoridades americanas. 

“É verdade que chegamos a conclusões sobre muitas questões em discussão, mas isso não significa que a assinatura de um acordo seja iminente", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, em entrevista coletiva. 

Ele reiterou ainda que as negociações estão centradas atualmente no fim da guerra e não no programa nuclear iraniano, questão que, segundo disse, será discutida em um prazo de 60 dias posterior ao memorando de entendimento que ambas as partes negociam. 

As declarações ocorrem depois de o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmar esta manhã que um acordo para pôr fim à guerra com o Irã poderia se materializar nesta segunda-feira. 

“Pensávamos que talvez teríamos notícias ontem à noite ou quem sabe hoje”, declarou Rubio em Nova Délhi, em referência ao possível acordo de paz com o Irã. 

Veículos de imprensa iranianos e americanos vazaram detalhes de um possível memorando de entendimento entre Teerã e Washington que incluiria o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano; a suspensão parcial das sanções impostas contra Teerã durante os 60 dias nos quais o programa nuclear iraniano seria discutido; e medidas para facilitar novamente a navegação no Estreito de Ormuz

Parceria com Omã

O estreito, pelo qual transitava cerca de 20% do petróleo mundial antes do conflito, permanece bloqueado pelo Irã desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, o que contribuiu para o aumento do preço dos combustíveis. 

Baghaei afirmou também que o Irã estabelecerá junto com Omã um mecanismo para "garantir o trânsito seguro" pelo estreito mediante "serviços de navegação" e medidas para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Mar de Omã. 

O porta-voz iraniano garantiu que esses serviços exigirão pagamentos, embora tenha rejeitado qualificá-los como pedágios. 

"O Irã não busca cobrar pedágios", sustentou Baghaei, que insistiu que se trata de custos associados a serviços de navegação e proteção ambiental na região.

le (efe)

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Pular a seção Trump fala em conversas "construtivas" com o Irã, mas afirma que não há "pressa"
24 de maio de 2026

Trump fala em conversas "construtivas" com o Irã, mas afirma que não há "pressa"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24/05) que as conversações de paz com o Irã "avançam de maneira construtiva", mas disse ter ordenado à sua equipe de negociação que não se apresse e que garanta que o acordo seja verdadeiramente positivo. 

"As negociações avançam de maneira ordenada e construtiva, e informei os meus representantes para que não se apressem em fechar um acordo, já que o tempo está do nosso lado", disse em sua rede social Truth Social. 

Ele acrescentou que o bloqueio marítimo que os EUA impuseram aos portos iranianos e que forçou o desvio de navios "será mantido em pleno vigor até que se alcance, certifique e assine um acordo". 

"Ambas as partes devem levar o seu tempo e fazer as coisas bem feitas. Não pode haver erros!", acrescentou. 

Embora Trump tenha admitido que a "relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva", também ressaltou que Teerã deve "compreender que não pode desenvolver nem adquirir uma arma ou uma bomba nuclear". 

Segundo informações da imprensa, o acordo que Estados Unidos e Irã estão prestes a fechar incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz,o levantamento de sanções contra o Irã, o descongelamento de fundos iranianos bloqueados e uma trégua de 60 dias para negociar um pacto nuclear. 

O rascunho foi criticado por alguns senadores republicanos, que consideram que os EUA estariam cedendo demais à República Islâmica. 

Em sua mensagem, Trump se defendeu e afirmou que este será melhor que o acordo nuclear fechado pelo então presidente Barack Obama com o Irã em 2015, o qual o republicano considera "um dos piores" já assinados pelos Estados Unidos. 

Segundo Trump, esse pacto, que limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca do levantamento de sanções internacionais sobre Teerã, era "um caminho direto para o Irã desenvolver uma arma nuclear". 

O republicano, que durante seu primeiro mandato rompeu o acordo de Obama, afirmou que "não acontecerá o mesmo" com o acordo que atualmente está negociando com o Irã: "De fato, é exatamente o contrário!", disse. 

le (efe) 

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Pular a seção Rubio diz que acordo entre EUA e Irã pode sair neste domingo
24 de maio de 2026

Rubio diz que acordo entre EUA e Irã pode sair neste domingo

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou neste domingo (24/05) que é possível que o anúncio sobre um acordo com o Irã, que poderia terminar oficialmente a guerra no Oriente Médio, ocorra ainda hoje.

 "Penso que é possível que, nas próximas horas, o mundo receba uma boa notícia", disse Rubio a jornalistas em Nova Deli, capital da Índia, onde está de visita. 

Rubio indicou que o acordo tratará das preocupações dos Estados Unidos com o Estreito de Ormuz, bloqueado pelas forças iranianas desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. 

Ele também disse que o acordo dará também início a "um processo que pode finalmente" conduzir a "um mundo que já não tem de temer ou preocupar-se com uma arma nuclear iraniana". 

As declarações de Rubio surgem depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que uma proposta que inclui a abertura do Estreito de Ormuz tinha sido "amplamente negociada e aguarda finalização". 

Irã destaca divergência em "uma ou duas cláusulas"

Por outro lado, Teerã afirma que um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra ainda aguarda acordo sobre "uma ou duas cláusulas", informou neste domingo a agência de notícias iraniana Tasnim.

A agência de notícias semioficial iraniana não esclareceu quais pontos ainda eram controversos, mas afirmou que a divergência se devia a "obstáculos por parte dos EUA".

Em outra reportagem, a Tasnim disse que qualquer acordo deve pôr fim à guerra em todas as frentes, o que, para Teerã, geralmente significa a guerra de Israel contra o Hezbollah, aliado do Irã no Líbano. O Irã também estaria pressionando para que os EUA se comprometam a retirar suas forças da região ao redor do país.

Os Estados Unidos possuem bases militares em países do Golfo que fazem fronteira com o Irã, as quais foram amplamente atacadas pelo Irã durante a guerra.

le (Lusa, ots)

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23 de maio de 2026

Acordo com o Irã foi "em grande parte negociado" e será anunciado em breve, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (23/05) que um acordo com o Irã, incluindo a abertura do Estreito de Ormuz, foi "em grande parte negociado" após conversas com Israel e outros aliados na região. 

"Os aspectos finais e os detalhes do acordo estão sendo discutidos no momento e serão anunciados em breve", disse Trump em postagem nas redes sociais, sem dar detalhes. Ele afirmou ter conversado com líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar, do Paquistão, da Turquia, do Egito, da Jordânia e do Bahrein, e separadamente com Israel. 

Trump referiu-se ao acordo como um "Memorando de Entendimento relacionado à PAZ", que ainda precisa ser finalizado pelos Estados Unidos, pelo Irã e pelos demais países que participaram das conversas deste sábado. 

Não houve menção ao programa nuclear do Irã nem ao enriquecimento de urânio, temas cuja discussão Teerã tem tentado adiar para depois de um acordo. 

Reator da usina nuclear de Bushehr, no Irã, em foto de 2010
Divergências sobre destino de programa nuclear iraniano têm travado negociaçõesFoto: Mehr News Agency/AP Photo/picture alliance

Clima de otimismo 

A notícia vem após os EUA cogitarem uma nova rodada de ataques contra a República Islâmica. Nas últimas semanas, porém, um acordo foi prometido diversas vezes e acabou não se concretizando. 

Mais cedo, uma autoridade regional a par dos esforços de mediação liderados pelo Paquistão disse à agência de notícias Associated Press que um acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra estava próximo. 

A autoridade, que falou sob condição de anonimato dada a confidencialidade das negociações, alertou que "disputas de última hora" poderiam comprometer os esforços.  

Segundo ele, o possível acordo incluiria uma declaração oficial do fim da guerra, com negociações de dois meses sobre o programa nuclear do Irã. O Estreito de Ormuz seria reaberto e os EUA encerrariam o bloqueio aos portos iranianos. 

Enquanto isso, o Irã sinalizou "redução das diferenças" nas negociações com os EUA após o chefe do Exército do Paquistão realizar mais conversas em Teerã.

Também neste sábado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a jornalistas na Índia que "houve algum progresso" e que "pode haver notícias ainda hoje". 

Tanto o Irã quanto os EUA enfatizaram suas posições centrais e alertaram para os riscos de retomar ataques e interromper o cessar-fogo.  

Rubio reiterou a posição dos EUA de que o Irã nunca pode ter uma arma nuclear, deve entregar seu urânio altamente enriquecido e que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto. 

Irã fala em "acordo‑base" para mais negociações 

Mais cedo, a TV estatal iraniana citou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, descrevendo o rascunho como um "acordo‑quadro" e acrescentando: "Queremos que isso inclua as principais questões necessárias para encerrar a guerra imposta e outros temas de importância essencial para nós. Depois, em um período razoável, entre 30 e 60 dias, os detalhes são discutidos e, por fim, um acordo final é alcançado." 

Ele disse que o Estreito de Ormuz está entre os temas discutidos. 

Navios no Estreito de Ormuz
Fechamento do Estreito de Ormuz teve impactos globais sobre a economiaFoto: AFP

"Na última semana, a tendência foi de redução das diferenças", afirmou Baghaei à agência oficial IRNA, acrescentando que as questões nucleares não fazem parte das negociações atuais. 

"Nosso foco nesta etapa é encerrar a guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano", disse Baghaei, acrescentando que o levantamento das sanções contra Teerã "foi explicitamente incluído no texto e continua sendo nossa posição fixa". 

Segundo a TV Al‑Manar, da milícia libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irã, o líder do grupo, Naim Kassim, recebeu uma carta do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, dizendo que Teerã não abandonará seus aliados.  

O conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano, que começou dois dias após o início da guerra com o Irã, foi parcialmente suspenso por um frágil cessar-fogo mediado pelos EUA. 

Limitar o apoio de Teerã a grupos armados aliados na região tem sido um objetivo declarado da guerra, assim como atingir seu programa de mísseis balísticos. 

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, principal negociador nas históricas conversas presenciais com os EUA no mês passado em Islamabad, disse que o Irã reconstruiu seus ativos militares e que, se Trump retomar os ataques, o resultado será "mais esmagador e mais amargo" do que no início da guerra. 

A TV estatal afirmou que ele falou após se reunir com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, que também se encontrou com Araghchi, com o presidente Masoud Pezeshkian e com outros altos funcionários. O Catar enviou um alto representante a Teerã para apoiar os esforços do Paquistão. 

Trump disse que "negociações sérias" estavam em andamento 

Trump havia dito anteriormente que estava adiando um ataque militar contra o Irã porque "negociações sérias" estavam em andamento, e a pedido de aliados no Oriente Médio. Trump estabeleceu repetidamente prazos para Teerã e depois recuou. 

A guerra no Irã começou em 28 de fevereiro com ataques de EUA e Israel, interrompendo as negociações nucleares com o Irã. Teerã retaliou com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o escoamento de petróleo, gás e fertilizantes da região, causando prejuízos econômicos globais. Em seguida, os EUA bloquearam os portos iranianos.  

Segundo o Comando Central dos EUA, mais de 100 embarcações comerciais foram barradas e outras quatro inutilizadas desde o início do bloqueio americano, em 13 de abril. 

ra (AP, Reuters, AFP)

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Pular a seção França proíbe entrada de ministro israelense Itamar Ben‑Gvir
Publicado 23 de maio de 2026Última atualização 23 de maio de 2026

França proíbe entrada de ministro israelense Itamar Ben‑Gvir

A França proibiu neste sábado a entrada em seu território do ministro israelense de Segurança Nacional, Itamar Ben‑Gvir, citando seu comportamento "inadmissível" contra ativistas de uma flotilha rumo a Gaza que foram detidos por forças sob seu comando.

“Desde hoje, Itamar Ben‑Gvir está proibido de entrar no território francês. Esta decisão decorre de suas ações inadmissíveis contra cidadãos franceses e europeus que eram passageiros da Flotilha Global Sumud", anunciou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean‑Noël Barrot, em uma publicação no X.

“Não podemos tolerar que cidadãos franceses sejam ameaçados, intimidados ou brutalizados dessa maneira — ainda mais por um agente público", escreveu Barrot, pedindo que a União Europeia também sancione Ben‑Gvir.

Nesta semana, Ben‑Gvir provocou indignação global ao divulgar um vídeo em que aparece provocando ativistas da flotilha detidos.

Em um dos trechos, Ben‑Gvir é visto balançando uma grande bandeira de Israel sobre detidos curvados, cujas mãos parecem estar amarradas. Em outro, ele provoca um detido ajoelhado com os pulsos presos por abraçadeiras plásticas, gritando "Am Yisrael Chai" — em hebraico, "o povo de Israel vive". Em um terceiro, detidos aparecem com a testa no chão de um recinto ao ar livre, enquanto o hino nacional de Israel toca e guardas armados os cercam.

Líderes estrangeiros — e até mesmo o aliado de coalizão Benjamin Netanyahu — condenaram o tratamento dado por Ben‑Gvir diante das câmeras a cerca de 430 detidos da flotilha.

Em sua publicação, o ministro francês também foi crítico aos ativistas da flotilha, que tentavam romper o bloqueio naval de Israel à Gaza.

"Não aprovamos a abordagem dessa flotilha, que não produz efeito útil e impõe uma carga adicional aos serviços diplomáticos e consulares", escreveu Barrot.

A flotilha, formada por 50 embarcações, foi interceptada em águas internacionais, a cerca de 400 quilômetros da costa de Israel. Os ativistas detidos acusaram as forças israelenses de maus‑tratos, relatando espancamentos, uso de armas de choque e de cães de ataque e até mesmo de estupro.

A Polônia também proibiu a entrada de Ben‑Gvir, anunciando na quinta‑feira uma proibição de cinco anos.

“No mundo democrático, não abusamos nem nos vangloriamos de pessoas sob custódia", escreveu o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski.

le (ap)

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