″Eu sei quem quis me matar″, diz opositor russo Navalny | Notícias internacionais e análises | DW | 14.12.2020

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Rússia

"Eu sei quem quis me matar", diz opositor russo Navalny

Reportagem investigativa revela que pelo menos oito agentes do serviço secreto russo estariam envolvidos no ataque com veneno ao crítico do Kremlin.

O líder da oposição russa Alexei Navalny discurso durante um comício em Moscou, Rússia, 29 de setembro de 2019.

Dois dias depois de Navalny ter adoecido a ponto de quase morrer em 20 de agosto, ele foi transportado em coma induzido para Berlim, onde recebeu tratamento

O dissidente russo Alexei Navalny, envenenado na Sibéria em agosto com o agente neurotóxico Novichok, acusou nesta segunda-feira (14/12) agentes da força do Serviço Federal de Segurança da Rússia, o FSB (sucessor da KGB), de estarem por trás do ataque. 

"Eu sei quem quis me matar", diz o ativista em um vídeo de quase uma hora postado no YouTube, antes de publicar os retratos dos acusados. A operação, segundo Navalny, teria sido conduzida por uma equipe de pelo menos oito agentes a mando do presidente Vladimir Putin. 

Segundo o site investigativo Bellingcat, que participou da investigação em apoio ao líder oposicionista, o esquadrão especial do FSB, já havia tentado envenenar Navalny em pelo menos outras duas ocasiões. Além disso, agentes disfarçados vinham perseguindo o oposicionista em diversas viagens desde 2017.

Como evidência de que o FSB estava rastreando seus passos, o ativista citou registros telefônicos e de linhas aéreas. Segundo a reportagem, a equipe da agência de espionagem o acompanhou em mais de 30 voos distintos. 

Tentativas frustradas

A primeira tentativa de envenenamento pode ter ocorrido em julho deste ano, quando Navalny viajou para Kaliningrado com sua esposa, Yulia. Na ocasião, Yulia passou muito mal repentinamente, mas se recuperou na manhã seguinte.

Navalny atribui o fracasso das duas primeiras tentativas a uma dosagem muito pequena do agente químico. Segundo ele, o esquadrão especial precisava ser cuidadoso para não provocar uma morte instantânea, que seria muito fácil de investigar. 

As autoridades russas negaram repetidamente que Navalny foi envenenado com Novichok, um agente nervoso desenvolvido pela União Soviética, alegando que não havia evidências concretas para apoiar tal afirmação.

Dois dias depois de Navalny ter adoecido a ponto de quase morrer em 20 de agosto, ele foi transportado em coma induzido para Berlim, onde recebeu tratamento. Posteriormente, laboratórios na Alemanha, França e Suécia determinaram que o envenenamento se deu com Novichok.

IP/dpa/ots

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