Em SP, Roger Waters inclui Bolsonaro em lista de neofascistas | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 10.10.2018
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Eleições 2018

Em SP, Roger Waters inclui Bolsonaro em lista de neofascistas

Durante show na capital paulista, ex-integrante do Pink Floyd exibe em telão lista de políticos que chamou de neofascistas, incluindo Bolsonaro e Trump, e o bordão #EleNão. Público se divide entre aplausos e vaias.

Roger Waters no Reino Unido em show da turnê Us+Them

O ex-integrante do Pink Floyd durante apresentação da "Us+Them" em Liverpool, em julho

O músico Roger Waters, ex-líder da banda britânica Pink Floyd, dividiu o público de seu show em São Paulo nesta terça-feira (09/10), ao incluir críticas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na apresentação.

A turnê Us+Them, de Waters é recheada de críticas políticas, uma constante na carreira do músico nas últimas décadas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é comparado a um porco durante o clássico Pigs, do Pink Floyd. O telão mostra mensagens pedindo resistência dos fãs diante do autoritarismo e da tortura, entre outros problemas sociais.

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A inclusão de referências à situação política no primeiro show da turnê no Brasil provocou polêmica. Em certo momento, foi exibida no telão uma lista de políticos que Waters chama de neofascistas e que inclui Trump, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán e Bolsonaro. Também foi mostrado o bordão #EleNão, um símbolo do movimento contra o capitão da reserva nas redes sociais.

Os ânimos se acirraram e a plateia se dividiu, com uma parte apoiando Waters e repetindo "ele não", enquanto a outra gritava "fora PT", partido do adversário de Bolsonaro nas urnas, Fernando Haddad. Rogers recebeu tanto aplausos quanto vaias e xingamentos.

O músico fez um discurso sobre direitos humanos e opinou sobre o segundo turno da eleição presidencial brasileira, que ocorrem no fim de outubro. Waters ressaltou que, apesar da política no Brasil "não ser da sua conta", ele é contra o ressurgimento do fascismo e contra a defesa de uma ditadura militar, já que acredita no direito de protestar pacificamente.

Bolsonaro é conhecido por declarações controversas em que mostrou apoio à ditadura militar no Brasil, tendo defendido que "o erro da ditadura foi torturar e não matar".

PJ/ots

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