Em Haia, palestinos acusam Israel de crime de guerra | Notícias internacionais e análises | DW | 25.06.2015
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Mundo

Em Haia, palestinos acusam Israel de crime de guerra

Autoridade palestina apresenta a Tribunal Penal Internacional evidências de que israelenses teriam violado direitos humanos durante último conflito na Faixa de Gaza, no ano passado. Ataques mataram 2,2 mil palestinos.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) apresentou nesta quinta-feira (25/06) ao Tribunal Penal Internacional (TPI) as primeiras evidências de que Israel teria cometido crimes de guerra durante o último conflito na Faixa de Gaza, entre julho e agosto do ano passado.

Bombardeios e ataques por terra mataram 2,2 mil palestinos, a maioria civis. Do lado israelense, apenas 67 soldados e seis civis morreram.

"O Estado da Palestina havia prometido cooperar com o tribunal, inclusive repassando informação relevante, e está cumprindo esta promessa hoje", declarou o ministro palestino do Exterior, Riad al-Maliki, a jornalistas. "Alcançar a justiça é algo essencial para as vítimas palestinas, mortas ou vivas. Queremos justiça, e não vingança. Por isso estamos aqui hoje."

A corte recebeu dois arquivos de documentos: um alegando crimes de guerra em Gaza durante o conflito de 50 dias no ano passado e outro que trata da ocupação de Israel na Cisjordânia e no leste de Jerusalém. Este último, segundo a delegação que viajou a Haia, inclui informações sobre "a questão dos prisioneiros palestinos".

A iniciativa da ANP coloca pressão sobre os israelenses para que decidam se irão cooperar com uma investigação ou se o país optará por ser um dos poucos que de recusam a trabalhar em conjunto com procuradores da corte internacional.

"Alto padrão internacional"

A entrega da documentação por parte da ANP ocorre três dias após a divulgação de um relatório no qual as Nações Unidas apontam que tanto soldados israelenses cometeram sérias violações de direitos humanos na Faixa de Gaza no ano passado. O governo israelense contestou a informação, alegando que suas forças de segurança seguiram "altos padrões internacionais" na ocasião.

O grupo islâmico Hamas, principal facção política em Gaza, também rechaçou as acusações e pediu a condenação de líderes israelenses por episódios registrados durante o conflito. Entre eles, ataques aéreos israelenses a escolas da ONU que abrigavam famílias desalojadas em bombardeios anteriores.

O governo de Israel afirma que os ataques eram necessários, acusando o Hamas de usar as instalações para guardar armas e foguetes. Sindicâncias internas livraram as forças israelenses de culpa em vários ataques, incluindo um bombardeio a uma praia onde havia crianças brincando.

Ainda em maio, a procuradora-chefe do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, alertara que os dois lados do conflito poderiam ser acusados de crimes de guerra no caso. Israel não é signatário do estatuto que estabeleceu a corte em Haia. Já os palestinos aderiram ao TPI em janeiro passado.

MSB/rtr/afp/ap

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