Dilma ataca Temer e Cunha: ″Chefes do golpe″ | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 12.04.2016
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Brasil

Dilma ataca Temer e Cunha: "Chefes do golpe"

Após vazamento de áudio de seu vice, presidente faz um dos discursos mais duros desde o início da crise e, sem citar nomes, fala em conspiração, farsa e traição. "Agem em conjunto e de forma premeditada", afirma.

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O passo a passo do impeachment

Sem citar nomes, a presidente Dilma Rousseff classificou nesta terça-feira (12/04) o vice-presidente da República, Michel Temer, de conspirador e um dos articuladores do que chama de "golpe do impeachment".

"Ontem [segunda-feira] utilizaram a farsa do vazamento para difundir a ordem unida da conspiração", discursou Dilma no Palácio do Planalto, em referência ao vazamento do áudio de um pronunciamento de Temer preparado em caso de impeachment da presidente.

"Ontem ficou claro que existem, sim, dois chefes do golpe que agem em conjunto e de forma premeditada", acrescentou, em alusão clara a Temer e ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável pela condução do processo de impeachment na Casa.

Temer disse que enviou o áudio por engano a um grupo de líderes peemedebistas no Whatsapp, mas reiterou que nada do que disse é novidade. O discurso de Dilma deixou claro um rompimento do governo com o PMDB, que fora o maior partido da base aliada.

"Se ainda havia alguma dúvida sobre o golpe, a farsa e a traição em curso, não há mais. Se havia alguma dúvida sobre a minha denúncia de que há um golpe de Estado em andamento, não pode haver mais. Os golpistas podem ter chefe e vice-chefe assumidos, não sei direito qual é o chefe e qual é o vice-chefe", disse a presidente.

"Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz com desvio de poder e abusos inimagináveis o processo de impeachment. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa do vazamento de um pretenso discurso de posse", completou, em um dos discursos mais duros desde o início da crise.

Na segunda-feira, a comissão especial do impeachment aprovou por 38 votos a favor e 27 contra o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à abertura do processo de impedimento da presidente.

KG/rtr/ABr

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