Corte confirma banimento do atletismo russo da Rio 2016 | Rio 2016 | DW | 21.07.2016
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Rio 2016

Corte confirma banimento do atletismo russo da Rio 2016

Decisão de tribunal arbitral esportivo afeta mais de 60 atletas da Rússia, entre eles a estrela Yelena Isinbayeva, e pode influenciar COI, que estuda afastar toda a equipe olímpica do país dos Jogos do Rio.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu nesta quinta-feira (21/07) rejeitar o apelo feito pela Rússia para que seus competidores de atletismo, banidos devido a um esquema sistemático de dopagem, possam competir nos Jogos Olímpicos do Rio.

A decisão rejeita recurso apresentado por 68 atletas russos, entre eles Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica no salto com vara, e pelo Comitê Olímpico da Rússia. E pode influenciar o Comitê Olímpico Internacional (COI), que, a duas semanas dos Jogos, está sob pressão para banir toda a equipe russa das competições e já disse que levaria em conta a opinião do tribunal em sua decisão final.

"Na minha opinião, esta é uma decisão subjetiva, uma decisão um pouco politizada, que não tem nenhuma base jurídica", disse o ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, logo após conhecer a decisão da CAS.

O tribunal manteve, assim, a decisão da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf), que no mês passado suspendeu todos os competidores russos de atletismo, em meio ao escândalo que relacionou vários atletas do país a um programa de dopagem. A decisão foi tomada após a divulgação de um relatório da Wada, a agência mundial antidoping.

Semanas depois, em outro relatório, uma investigação da Wada encontrou indícios de um esquema de doping patrocinado pelo Estado russo na Olimpíada de Inverno de Sochi de 2014.

Os especialistas, liderados pelo jurista canadense Richard McLaren, afirmaram que o laboratório antidoping de Moscou operava para proteger os atletas russos dopados, dentro de um sistema comandado pelo Estado.

Um laboratório em Sochi executou um sistema de troca de amostras que permitiu a atletas russos dopados competirem nos Jogos de Inverno de 2014. Dezenas de atletas, incluindo 15 medalhistas, concorreram dopados, afirmou o relatório.

Segundo a investigação, o serviço secreto russo (FSB) e o centro de treinamento de atletas de ponta CSP tiveram participação ativa nas fraudes.

O dirigente do Comitê Olímpico da Rússia, Alexander Zhukov, disse na quarta-feira que o país não tem intenção de boicotar os Jogos em protesto contra a maneira como o escândalo de doping está sendo tratado. Segundo ele, a política não tem lugar no esporte.

Antes da decisão desta quinta-feira do tribunal, o Comitê Olímpico Russo havia anunciado a intenção de levar 387 esportistas homens e mulheres ao Rio de Janeiro.

O CAS deixou a porta fica aberta para atletas que tenham treinado no exterior durante vários anos e passado pelo controle de agências antidoping de outros países. Apenas a saltadora em distância Darya Klishina poderá participar dos Jogos, por treinar nos Estados Unidos

RPR/rtr/efe

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