China lança passaporte de vacinação | Notícias internacionais e análises | DW | 09.03.2021

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Coronavírus

China lança passaporte de vacinação

Certificado mostra se pessoa foi vacinada contra a covid-19 e resultados de testes para identificar o coronavírus. Segundo governo, objetivo é facilitar viagens.

A China lançou nesta terça-feira (09/03) um certificado digital de vacinação para seus cidadãos que pretendem viajar.

O certificado mostra se a pessoa foi vacinada contra a covid-19 e os resultados de testes feitos por ela para identificar o novo coronavírus.

Trata-se de um app que pode ser aberto por meio do serviço de mensagens instantâneas WeChat, que na China é tão popular quanto o Whatsapp em outros países. O app está restrito aos cidadãos chineses e não é obrigatório.

O certificado, que também pode ser impresso para se obter uma versão em papel, é o primeiro passaporte de viagem para pessoas vacinadas contra a covid-19 no mundo.

Outros países também avaliam implementar esse tipo de passaporte, entre eles os Estados Unidos e o Reino Unido, bem como os 27 membros da União Europeia.

No fim de semana, o ministro do Exterior da China, Wang Yi, anunciara que o país asiático iria emitir certificados de saúde para viajantes internacionais, com o objetivo de "facilitar o trânsito seguro e ordenado".

Apps semelhantes já em uso

O app chinês gera um código QR que permite a outros países obterem informações sobre o estado de saúde do portador.

No entanto, o governo chinês não divulgou quais países ou territórios vão aceitar esse novo certificado digital ou se há alguma negociação em curso com outros governos.

Assistir ao vídeo 02:13

Passaporte de vacina: direito ou privilégio?

Segundo a agência oficial de notícias Xinhua, o app oferecerá mais comodidade aos cidadãos chineses, "à medida em que a China e outros países concluírem acordos de mútuo reconhecimento de certificados sanitários".

Códigos QR já são necessários em várias regiões da China para o uso do transporte público e para ingresso em locais públicos. Basicamente, eles informam que o usuário não esteve em contato com pessoas que confirmadamente estiveram infectadas nem que viajou para locais onde há muitos contágios.

O sistema gerou críticas de que pode ampliar a vigilância do governo chinês sobre os seus cidadãos.

Quarentena obrigatória

A China praticamente fechou suas fronteiras em 28 de março de 2020, mesmo para muitos estrangeiros que têm autorização de residência no país.

Todos os estrangeiros que viajam para a China e também os chineses que retornam do exterior devem passar por rigorosas medidas de prevenção contra o vírus. Elas incluem um teste de detecção do coronavírus no país de origem, antes de embarcar no avião, e outro logo à chegada. O recém-chegado tem ainda de cumprir um período de quarentena de pelo menos 14 dias num local designado.

as (AFP, Efe, Reuters, ARD)

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