Chanceler alemão no Oriente Médio para mediar distensão EUA-Irã | Notícias internacionais e análises | DW | 08.06.2019
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Oriente Médio

Chanceler alemão no Oriente Médio para mediar distensão EUA-Irã

Numa passagem-surpresa por Bagdá, chefe da diplomacia da Alemanha promete tudo empreender para preservar o acordo nuclear com Irã. Heiko Maas também quer manter apoio de seu país na luta contra o "Estado Islâmico".

Ministro do Exterior alemão, Heiko Maas (esq.) e premiê iraquiano, Adil Abdul-Mahdi em Bagdá

Ministro do Exterior alemão, Heiko Maas (esq.) e premiê iraquiano, Adil Abdul-Mahdi em Bagdá

O ministro alemão do Exterior, Heiko Maas, chegou neste sábado (08/06) ao Iraque, onde encontrou-se com o primeiro-ministro Adel Abdel Mahdi e o presidente Barham Salih para debater as tensões crescentes entre o Irã e os Estados Unidos.

A visita, parte do giro de quatro dias de Maas pelo Oriente Médio, não fora previamente anunciada, devido a considerações de segurança. "Há um nítido perigo de erros de cálculo, mal-entendidos, provocações, gerando consequências imprevisíveis nesta região altamente tensa", explicou à imprensa reunida em Bagdá.

"A escalada mais recente requer que nós, europeus, intervenhamos em favor da distensão e da coexistência pacífica. Não podemos simplesmente procurar o diálogo, temos que direcioná-lo, justamente onde as diferenças parecem intransponíveis e os conflitos de longa data são profundos."

"Nós, europeus, estamos convencidos de que vale a pena todo esforço no sentido de manter o acordo nuclear de Viena com o Irã", declarou o político social-democrata, referindo-se ao Plano Integral de Ação Conjunta (JCPoA), de 2015. O Iraque mantém laços estreitos tanto com Teerã quanto com Washington.

OS EUA têm imposto sanções crescentes sobre os iranianos, alegando que estariam desrespeitando o acordo vigente, e com a suposta intenção de forçá-los a aceitar controles mais rigorosos de seu programa nuclear. O presidente Donald Trump tem insistentemente tachado o JCPoA, de "um acordo terrível", por não conter o avanço nuclear do Irã.

Maas prometeu, ainda, que a Alemanha seguirá apoiando Bagdá no combate à milícia terrorista do autoproclamado "Estado Islâmico" (EI). O mandato das Forças Armadas de seu país nesse sentido é "absolutamente indispensável no momento", frisou: é preciso empreender tudo para evitar que os jihadistas "pouco a pouco reconquistem o poder".

A Alemanha participa da missão militar internacional contra o EI com aviões de esclarecimento do tipo Tornado. O mandato do atual contingente, de cerca de 430 soldados, se esgota no fim de outubro.

Na sexta-feira, Maas esteve na Jordânia, e em seguida visitará os Emirados Árabes Unidos e o Irã. Além de explorar opções para salvar o JCPoA, ele quer escutar como os parceiros regionais avaliam a situação.

AV/ap,rtr,afp,dpa

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