Banco Mundial nega ter manipulado dados do Chile em ranking | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 17.01.2018
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América Latina

Banco Mundial nega ter manipulado dados do Chile em ranking

Instituição diz não haver evidências de manipulação nos indicadores do país e reafirma confiança na integridade da pesquisa "Doing Business". Economista-chefe denunciou irregularidades por possíveis motivações políticas.

Paul Romer

Em declarações ao "The Wall Street Journal", economista-chefe do Banco Mundial, Paul Romer, apontou manipulações

Após críticas do governo chileno, o Banco Mundial desautorizou as palavras de seu economista-chefe, Paul Romer, em relação a uma suposta manipulação dos dados do país sul-americano num ranking de competitividade.

Em declarações ao Wall Street Journal, Romer sugeriu que a alteração dos dados no relatório Doing Business teve motivações políticas, para prejudicar o governo da presidente Michelle Bachelet. O ranking em questão mostra uma queda nos indicadores do país durante o primeiro e o segundo mandatos da presidente.

Leia também: Chile condena Banco Mundial por manipulação em relatório

Segundo o jornal americano, Romer apontou que a metodologia do relatório foi trocada várias vezes para modificar os dados de vários países, entre eles o Chile. O economista-chefe pediu desculpas ao país e anunciou uma revisão e correção das edições do relatório dos últimos anos.

"Esta não é a visão da gerência do Banco Mundial. Temos plena fé na integridade da pesquisa geral do banco e confiamos na metodologia e nos rankings do relatório Doing Business", afirmou o Banco Mundial em carta enviada ao ministro da Fazendo do Chile, Nicolás Eyzaguirre, nesta terça-feira (16/01).

"É lamentável que o senhor Paul Romer tenha questionado os rankings do Doing Business, em particular em relação ao Chile", diz a carta, assinada por Kristalina Georgieva, chefe-executiva do organismo internacional de crédito. "Não temos nenhuma evidência que demonstre que a metodologia foi manipulada em prejuízo do Chile."

O Banco Mundial disse compreender que as palavras de Romer estejam inquietando o Chile e prometeu fazer todo o possível para dar garantias a todos os clientes e sócios que confiam na qualidade e relevância do trabalho da instituição.

Fontes do Banco Mundial afirmaram à agência de notícias Efe que seu diretório executivo vai se reunir em Washington para discutir a questão e que será iniciada uma "revisão externa independente" para confirmar a objetividade do informe. Um dos relatórios mais prestigiados do Banco Mundial, o Doing Business classifica os países em função de seu clima para negócios.

Na carta enviada ao Chile nesta terça-feira, a instituição ressaltou que a expansão da metodologia utilizada no relatório se deu em 2016, antes da chegada de Romer ao banco. Por isso, o economista-chefe "não teve a oportunidade de se familiarizar com o rigoroso processo de ajuste".

Em seu site pessoal, Romer recalculou o indicador do Chile, que segundo ele, deveria ficar quatro posições acima no ranking de competitividade, passando do 55º para o 51º lugar.

A posição do Chile no Doing Business caiu continuamente no primeiro mandato de Bachelet, de 2006 a 2010, subiu novamente no governo do presidente Sebastián Piñera, de 2010 e 2014, e voltou a cair no último mandato de Bachelet. Nesses 12 anos, o Chile foi do 25º ao 57º lugar.

No último domingo, Piñera, atual presidente eleito do Chile, afirmou que o Banco Mundial tem a obrigação de esclarecer a denúncia e explicar como e por que se deram as alegadas mudanças na metodologia. Bachelet também anunciou que pedirá uma investigação completa do caso.

LPF/efe/lusa

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