″As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer″, diz Guedes | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 21.01.2020
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Economia

"As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer", diz Guedes

No Fórum Econômico Mundial de Davos, ministro da Economia afirma que "pior inimiga do meio ambiente é a pobreza" e destaca importância da reforma da Previdência e do ajuste fiscal. Desta vez, Bolsonaro não foi ao evento.

Paulo Guedes

O Brasil gasta "um Plano Marshall por ano" só com os juros da dívida, disse Paulo Guedes em Davos

Em um painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (21/01), que "a pior inimiga do meio ambiente é a pobreza".

Sem meios de gerar renda, "as pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer e têm outras preocupações, que não são as de pessoas que já destruíram suas florestas", disse o ministro. "É um problema muito complexo. Não há uma solução simples."

No painel, cujo tema eram os avanços tecnológicos e o futuro da indústria, o ministro disse que o Brasil "está um pouco atrás, para não dizer muito atrás, nessa discussão", mas que o tempo pode ser recuperado "se houver avanços em educação e tecnologia". Ele defendeu a união entre pesquisa acadêmica e investimento privado na busca por inovações.

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Mais tarde, em um debate sobre as perspectivas para a América Latina, Guedes declarou que o Brasil gasta "um Plano Marshall por ano" só com os juros da dívida, que, segundo ele, consomem R$ 400 bilhões anualmente. O Plano Marshall foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução de países aliados após a Segunda Guerra Mundial.  

No contexto dos juros da dívida, Guedes destacou o ajuste fiscal promovido na atual gestão, a queda na taxa básica de juros e as reformas, pontuando que, diferentemente do que acontece na França, no Brasil a reforma da Previdência contou com o apoio popular.

Ao ser questionado pela plateia sobre as políticas para a juventude e para a desigualdade, Guedes falou que "a reforma da Previdência é para a juventude" e defendeu investimento "massivo" em educação básica. 

Ao jornal Valor Econômico, Guedes confirmou que o Brasil permitirá que empresas estrangeiras participem de licitações públicas, e vai tentar aderir ao Acordo de Compras Governamentais (GPA, na sigla em inglês), que trata de forma isonômica companhias domésticas e de fora em aquisições do setor público. O GPA existe desde 1982, e conta com países como Estados Unidos e China entre seus signatários.

Durante o dia, o ministro tinha reuniões bilaterais agendadas com executivos dos bancos UBS e Itaú-Unibanco, além de encontros com representantes de companhias como Chevron, Microsoft, Visa e Arcelor Mittal.

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, informou no último dia 8 de janeiro que o presidente Jair Bolsonaro cancelou a ida ao evento em Davos, sem dar detalhes. O Fórum do ano passado marcou a estreia internacional de Bolsonaro, e sua participação acabou sendo encarada por analistas e observadores internacionais como uma oportunidade desperdiçada.

O Fórum Econômico Mundial, que anualmente reúne não apenas líderes mundiais, mas alguns dos principais nomes da indústria e das finanças do planeta, vai até sexta-feira.

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