Alemães divididos sobre quarto mandato de Merkel | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 01.02.2018

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Alemanha

Alemães divididos sobre quarto mandato de Merkel

Pesquisa aponta que 51% dos entrevistados consideram positiva a permanência da chanceler federal alemã no cargo. Enquanto reedição da "grande coalizão" é negociada, SPD e seu líder, Martin Schulz, perdem apoio.

Deutschland Bundeskazlerin Angela Merkel

No poder há 12 anos, Merkel tenta formar governo para garantir seu quarto mandato

Enquanto a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, tenta formar uma coalizão de governo e garantir seu quarto mandato, os alemães parecem estar divididos sobre a permanência dela no poder.

Uma pesquisa de opinião publicada pela emissora alemã ARD nesta quinta-feira (01/02) mostrou que 51% dos entrevistados consideram positivo um quarto mandato de Merkel, enquanto 46% o veem de forma negativa.

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O índice de aprovação é cerca de 20 pontos percentuais menor do que o registrado seis meses atrás, uma provável consequência das dificuldades que Merkel enfrenta para formar uma coalizão. Segundo a pesquisa, 71% disseram estar perdendo a paciência com a demora para a formação de governo.

No poder há 12 anos, Merkel e seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), estão enfraquecidos após perderem terreno para os populistas na eleição de setembro passado, e depois do fracasso na negociação de uma tríplice aliança, com verdes e liberais, em novembro.

Agora, a chanceler federal deposita toda a sua esperança no Partido Social-Democrata (SPD). Um fracasso na formação de uma coalizão poderia forçar os alemães a voltarem às urnas – algo que nunca aconteceu – e decretar o fim da era Merkel.

Desde que o SPD voltou atrás em sua promessa de ir para a oposição e anunciou sua intenção de explorar conversas com os partidos conservadores CDU e União Social Cristã (CSU), a legenda viu cair seu apoio entre os alemães.

A pesquisa desta quinta-feira mostrou que, se eleições fossem realizadas no próximo domingo, o SPD receberia apenas 18% dos votos – segundo a ARD, trata-se do mais baixo nível de apoio para o partido desde que a emissora começou a fazer essa pergunta em sondagens. Na eleição em setembro, ele recebeu 20,5% dos votos.

A legenda conservadora de Merkel, por outro lado, manteria seus 33% de apoio se novas eleições fossem realizadas agora, enquanto o partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), em terceiro lugar, receberia 14% dos votos – em setembro, o apoio foi de 12,6%.

Quanto à reedição da chamada "grande coalizão", os alemães também parecem estar divididos. Entre os entrevistados que se identificaram como apoiadores do SPD, 46% disseram ver como positiva uma formação de governo entre o partido e a CDU/CSU, mas 52% consideram a coalizão negativa.

No fim de janeiro, os social-democratas votaram a favor de iniciar as negociações formais para a formação de uma coalizão com os partidos CDU e CSU, abrindo uma nova fase no impasse que toma conta da política alemã desde setembro.

A decisão, porém, também fez cair a popularidade do líder do SPD, Martin Schulz, que recebeu o respaldo de apenas 25% dos entrevistados na sondagem da ARD, cinco pontos percentuais a menos do que na pesquisa realizada um mês antes.

EK/dpa/dw/ots

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