A vida e as controvérsias de Brigitte Bardot
Ícone do cinema francês, ativista dos direitos dos animais e simpatizante do nacionalismo, Brigitte Bardot, faleceu aos 91 anos.

Uma sensação precoce
Nascida em 8 de setembro de 1934 e criada em Paris por pais católicos conservadores, Brigitte Bardot se tornou uma das mulheres mais desejadas do cinema. No início da carreira, dançou descalça na praia de Cannes. Descoberta aos 15 anos, ela se tornou uma das modelos mais requisitadas por marcas francesas. Um de seus primeiros papéis foi como protagonista em "Manina, a moça sem véu", de 1952.
Observada dentro e fora das telas
Os relacionamentos de Bardot eram quase tão observados quanto seus filmes. Aqui, ela é retratada em 1958 com seu então namorado, o cantor Sacha Distel. Bardot já havia se casado uma vez até então e se casaria mais três vezes.
Trabalhando com Godard
Bardot atuou em 45 filmes e também lançou vários discos. Os títulos de muitos desses filmes foram praticamente esquecidos, mas cerca de meia dúzia deles estão entre os mais admirados do cinema, como "O desprezo" de Jean-Luc Godard, de 1963. Aqui, uma cena do filme com o co-protagonista Jack Palance.
Viva Maria!
O francês Louis Malle estava entre os muitos diretores renomados com quem Bardot trabalhou. Em 1965, eles filmaram juntos a comédia western "Viva Maria". Aqui, ela aparece ao lado de Jeanne Moreau.
Felicidade e infelicidade
Bardot enfrentou problemas que se esforçava para esconder por trás de sua aparência glamorosa. Questões emocionais e doenças físicas afetaram sua carreira. O nascimento de seu filho em 1960 lhe trouxe felicidade, mas ela logo deixaria o pai do menino, o ator Jacques Charrier.
O mito de Bardot
Bardot não fascinava apenas os cinéfilos e os tabloides. Os intelectuais também a notaram na década de 1950. "No jogo do amor, ela é tanto caçadora quanto presa", escreveu Simone de Beauvoir em seu ensaio de 1959, "Brigitte Bardot e a síndrome de Lolita".
Declínio na carreira
Bardot seria para sempre uma estrela, mas sua produção criativa atingiu o auge no final da década de 1960. Filmes estrelados por ela, como "As petroleiras" (1971), eram pouco inspiradores. Ela apareceu em apenas mais dois filmes depois disso.
Paixão por animais
Aos 40 anos, Bardot começou a se afastar da indústria cinematográfica. De sua casa em Saint-Tropez, que comprou em 1958, ela se tornou uma das defensoras mais conhecidas dos animais ameaçados e maltratados, contra a caça e os testes de produtos.
Nacionalismo e homofobia
Bardot flertou com a extrema-direita francesa e chegou a ser condenada cinco vezes por promover o ódio racial, principalmente contra muçulmanos. Ela também se manifestou contra pessoas LGBTQ+.
Vida ao extremo
"Digo o que penso e penso o que digo", afirmou Bardot. Ela iniciou uma campanha em Saint-Tropez para impedir que empresas locais fossem absorvidas por redes de luxo. Ela faleceu aos 91 anos.