Ucrânia: Cresce a necessidade de ajuda humanitária | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 27.04.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Ucrânia: Cresce a necessidade de ajuda humanitária

Com a escalada do conflito em várias zonas, autoridades alertam para a crescente necessidade de ajuda humanitária na Ucrânia. Em Moscovo, secretário-geral da ONU pediu a criação de um grupo para resolver essas questões.

Civis em abrigo na cidade sitiada de Mariupol, no sul da Ucrânia

Civis em abrigo na cidade sitiada de Mariupol, no sul da Ucrânia

Enquanto o Presidente russo, Vladimir Putin, e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se reuniam esta terça-feira (26.04) em Moscovo, os ataques prosseguiam nas regiões mais a leste na Ucrânia.

O alerta foi feito pelo porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Bhanu Bhatnagar, a partir de Rivne, uma região na Ucrânia perto da fronteira com a Bielorrússia.

"Verificámos mais dois ataques a instituições de saúde, então já totalizámos 164 ataques a [instalações de] saúde até agora… E 73 mortes como resultado desses ataques, bem como 52 feridos", avançou.

Este representante da OMS – que condena os ataques – lembra que a destruição de instalações médicas priva milhares de pessoas de tratamentos de emergência e cuidados preventivos, como vacinas, essência sobretudo em tempos de pandemia.

Russland | Treffen UN-Generalsekretär Antonio Guterres und Wladimir Putin in Moskau

Vladirmir Putin encontrou-se com António Guterres esta terça-feira (26.04) em Moscovo

Ajuda humanitária cada vez mais necessária

Entretanto as necessidades das populações na Ucrânia continuam a aumentar. De acordo com Jens Laerke, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), "agora são necessários mais de 2,25 mil milhões de dólares norte-americanos para fazer face às necessidades dentro da Ucrânia".

Esse valor, segundo Laerke, é "mais que o dobro do valor solicitado quando lançámos um apelo no dia 1 de março (…)".

"O número estimado de pessoas que precisam de ajuda humanitária na Ucrânia também aumentou de 12 milhões para 15,7 milhões. O apelo visa ajudar 8,7 milhões dos mais afetados em todo o país", revelou o porta-voz do OCHA.

Infografik Wohin die Menschen aus der Ukraine fliehen PT

Via diplomática em Moscovo

Durante a sua visita a Moscovo, esta terça-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, propôs a criação de um grupo trilateral com a Rússia e a Ucrânia com o objetivo de resolver questões humanitárias em cidades fortemente atingidas pela guerra.

Falando após um encontro com António Guterres em Moscovo, o Presidente russo Vladimir Putin expressou "esperança" de que as negociações diplomáticas possam acabar com a guerra na Ucrânia.

"Apesar do facto de a operação militar estar em curso, ainda esperamos ser capazes de chegar a acordos na via diplomática". Estamos a negociar, não rejeitamos [as conversações]", disse Putin.

Corte no fornecimento de gás

Entretanto, a partir desta quarta-feira (27.04), a Rússia vai deixar de fornecer gás à Polónia e à Bulgária. O corte no fornecimento tornado público pelos dois estados-membros da NATO e da União Europeia representa uma escalada no aprofundamento da divisão entre o Ocidente e Moscovo.

Por outro lado, o ministro de Economia e Energia alemão, Robert Habeck, anunciou na terça-feira que a Alemanha vai deixar de precisar de petróleo russo dentro de dias, anunciando uma redução de dependência dessa matéria-prima de 35% par 12%.

Infografik Welche Teile der Ukraine werden von russischen Truppen kontrolliert PT

Enquanto isso, a ajuda dos países aliados continua. Os Países Baixos informaram que vão fornecer à Ucrânia "um número limitado" de tanques de guerra e outra artilharia pesada, enquanto a Alemanha irá assegurar a formação dos militares ucranianos para a utilização destes veículos blindados.

Consequências globais

As consequências da guerra continuam a contaminar a economia global. O Grupo do Banco Mundial acaba de avisar que o elevado preço de matérias-primas, energia e alimentos, vai manter-se até finais de 2024 devido à guerra na Ucrânia.

Segundo o economista sénior daquela organização Peter Nagle, a invasão da Ucrânia "reflete em grande parte o facto de que tanto a Rússia quanto a Ucrânia são grandes exportadores de matérias-primas".

"Esperamos que os preços da energia subam cerca de 50 por cento em 2022 em relação ao ano passado. Portanto, um grande aumento. E particularmente no caso do petróleo bruto, o preço de referência deve ficar em média à volta dos 100 dólares por barril (…). No caso do gás natural, esperamos que os preços dupliquem em 2022 em relação ao ano passado, e isso reflete a importância da Rússia como exportador de gás natural, principalmente para a Europa", avançou.

Ucrânia: Moradores relatam dias de terror em Bucha

Leia mais