Tunísia: Presidente nomeia ministro do Interior para liderar Governo | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 26.07.2020

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Internacional

Tunísia: Presidente nomeia ministro do Interior para liderar Governo

O ministro do Interior tunisino vai formar o próximo Governo, conforme decisão da Presidência. Mas ainda depende da aprovação do Parlamento. País vive clima de tensão entre os principais partidos políticos.

Hichem Mechichi, nomeado para liderar o Governo tunisino

Hichem Mechichi, nomeado para liderar o Governo tunisino

O advogado de 46 anos sucede a Elyes Fakhfakh, que renunciou ao cargo de primeiro-ministro no início de julho. No entanto, Hichem Mechichi não era um dos nomes propostos ao Presidente Kais Saied pelos partidos no poder.

Num comunicado após o anúncio de sábado (25.07), Mechichi disse que "trabalharia para formar um Governo que atenda às expetativas de todos os tunisinos".

A Tunísia foi elogiada como uma rara história de sucesso para a transição democrática após os levantes da Primavera Árabe, provocados pela revolução popular de 2011.

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Mas os líderes tunisinos têm lutado para atender às expetativas do povo da Tunísia e a economia já frágil foi atingida pelo fechamento das fronteiras do país por causa da pandemia de Covid-19. A doença já matou cerca de 50 e infetou mais de 1.400 pessoas no país.

Além de ministro do Interior no governo cessante, Mechichi foi conselheiro do Presidente Saied. Anteriormente, foi chefe de gabinete do Ministério dos Transportes e também trabalhou no Ministério de Assuntos Sociais. Agora, Hichem Mechichi tem um mês para formar um Governo.

Entretanto, a sua nomeação será submetida a um voto parlamentar de confiança e precisará de uma maioria absoluta para ter sucesso. Caso contrário, o Parlamento será dissolvido e novas eleições serão organizadas dentro de três meses.

Tensão política

Nas últimas eleições realizadas em outubro, o partido Ennahdha, de inspiração islâmica, chegou ao topo, mas ficou muito aquém da maioria e precisou se juntar a um Governo de coligação.

A renúncia de Fakhfakh a 15 de julho, depois de menos de cinco meses no cargo, ameaçou um novo impasse político no país, que atravessa as consequências econômicas da pandemia. E aconteceu quando uma discussão política aprofundou-se com o Ennahdha, que alegava conflitos de interesse por parte de Fakhfakh.

As relações entre o primeiro-ministro cessante e o Ennahdha estão tensas desde as eleições legislativas de outubro. Fakhfakh deixou o cargo no mesmo dia em que o partido apresentou uma moção de censura contra si.

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