Trump pede para equipa iniciar transição de Governo | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.11.2020

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Internacional

Trump pede para equipa iniciar transição de Governo

Presidente cessante dos Estados Unidos pede para sua equipa iniciar os protocolos para a transição da atual administração para Biden. Apesar de aprovar início da transição, Donald Trump não admite derrota nas eleições.

A equipe de transição do virtual presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta que nos "próximos dias" começará a se reunir com funcionários do governo de Donald Trump para tornar efetivo o processo de transferência de poder ao qual o atual mandatário deu aval. 

O ainda Presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, "recomendou" à sua equipa e à Administração dos Serviços Gerais do país que iniciassem os protocolos para a transição da atual administração para a de Joe Biden.

"No melhor interesse do nosso país, recomendei a Emily [Murphy, responsável da Administração dos Serviços Gerais dos EUA] e à sua equipa para fazerem o que tem de ser feito em relação aos protocolos inicias [de transição de administrações], e disse à minha equipa para fazer o mesmo", escreveu Trump na rede social Twitter, ao final da noite de segunda-feira.

Contudo, o ainda chefe de Estado norte-americano não admitiu a derrota nas presidenciais e considerou, no mesmo 'tweet' que o ainda há hipóteses de reverter os resultados eleitorais. 

"O nosso caso continua fortemente, vamos manter a boa luta e acredito que vamos prevalecer", explicitou Donald Trump.

Canetadas pelo Twitter

Trump ficou conhecido pela utilização do Twitter para tecer considerações políticas, fazer anúncios sobre entradas e saídas de elementos do executivo e ainda tomadas de posição em relação a assuntos relacionadas com a geopolítica internacional. 

A rede social foi novamente a 'arma de arremesso' utilizada para declarar a vitória desde que foram conhecidas as primeiras projeções de vários órgãos de comunicação social (CNN, The New York Times, entre outros) sobre os resultados dass eleições, que apontavam para a vitória de Joe Biden.

À medida que vários estados, principalmente aqueles que Biden conseguiu 'virar' e que são de 'grande peso' dentro do Colégio Eleitoral, como, por exemplo, a Geórgia e a Pensilvânia, anunciavam a vitória do democrata, a candidatura de Trump intensificava as alegações nunca comprovadas de fraude eleitoral.

A Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos apurou que Biden é o "aparente vencedor" das eleições presidenciais, e 'abriu caminho' para a transição formal que estava a ser bloqueada pela administração Trump.

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Esta informação foi avançada pela Associated Press (AP), que cita uma fonte oficial, e dá conta de que Emily Murphy determinou que Biden é o vencedor das eleições, apesar de o republicano Donald Trump continuar a rejeitar reconhecer a derrota.

Desde a primeira-dama dos Estados Unidos da América (EUA), Melania Trump, aos apoiantes do Presidente e ainda o advogado de Trump, Rudolph Giuliani, foram várias as vozes que tentaram fazer eco das acusações de fraude eleitoral. 

As acusações começaram por ter como base os votos das pessoas que tinham votado antecipadamente e por correspondência. A candidatura de Trump alegava que apenas os votos de pessoas que tinham ido votar no dia 03 de novembro eram "legais" e que os restantes não poderiam ser considerados. Contudo, estas três modalidades de voto estão contempladas na legislação norte-americana.

Seguiram-se outras teorias, como, por exemplo, a de que oficiais eleitorais democratas estavam a impedir a presença de republicanos nas mesas de voto, para controlar a enviesar os resultados. Contudo, todas as acusações carecem de sustentação, de acordo com as atoridades estaduais e diversos tribunais que recusaram processos judiciais de Trump por falta de provas.

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