Sudão do Sul: Oposição pede mais tempo para continuar acordo de paz | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 21.04.2019
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Internacional

Sudão do Sul: Oposição pede mais tempo para continuar acordo de paz

No Sudão do Sul, oposição pediu uma prorrogação de seis meses para implementar os próximos passos do acordo de paz. Seguidores de Riek Machar querem mais medidas de segurança no país.

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Líder da oposição Riek Machar (esq.) e o Presidente Salva Kiir (2018)

Em declarações à agência de notícias Associated Press, o vice-presidente da oposição, Henry Odwar, disse que a extensão é necessária porque a situação de segurança ainda não é adequada.

Por seu turno, o Governo do Sudão do Sul rejeita a ideia de uma prorrogação, levantando ainda mais preocupações entre os observadores de que o acordo de paz assinado em setembro poderia desmoronar. O acordo encerrou cinco anos de guerra civil que matou quase 400 mil pessoas e provocou a fuga de outras milhões.

Poderia haver um "vácuo constitucional" se o líder da oposição Riek Machar não retornar ao Sudão do Sul como programado para formar o Governo de transição que deve culminar em eleições, disse o porta-voz do Governo, Ateny Wek Ateny.

Doze de maio é o prazo para Machar regressar ao país e mais uma vez assumir o cargo de vice-Presidente de Salva Kiir, um acordo que mais de uma vez terminou em violência.

Südsudan Rückkehr von Riek Machar

Em outurbro de 2018, Riek Machar foi ao Sudão do Sul para a assinatura do acordo de paz

Preocupações da oposição

A oposição expressou "preocupações sérias" sobre o acordo. Seria uma "receita para o desastre" se Machar retornasse sem medidas de segurança, disse sua esposa, Angelina Teny.

O comité encarregado de supervisionar as etapas iniciais do acordo de paz considerará a solicitação de extensão de seis meses na próxima quarta-feira (24.04), de acordo com a oposição. O comité é formado por membros do Governo e vários partidos da oposição.

Este último acordo de paz foi marcado por atrasos e contínuos combates em partes do país, com aspetos importantes ainda a serem implementados: as fronteiras internas do Sudão do Sul ainda não foram traçadas, um exército nacional unificado não foi formado.

Alan Boswell, analista sênior do International Crisis Group, alertou que o acordo "parecerá muito frágil se Kiir formar unilateralmente um novo Governo sem Machar".

Os sul-sudaneses já estão preocupados com a possível violência no próximo mês, disse um relatório recente da Organização de Capacitação da Comunidade para o Progresso, um grupo de defesa local. Sem mensagens claras dos líderes dos partidos, o risco de os cidadãos entrarem em pânico é alto.

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