Sindicatos angolanos querem mais aumento do salário mínimo e admitem greve | NOTÍCIAS | DW | 03.02.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Sindicatos angolanos querem mais aumento do salário mínimo e admitem greve

Centrais sindicais de Angola vão remeter ao Presidente João Lourenço uma nota de protesto relativa ao aumento do salário mínimo nacional e admitem uma paralisação geral, se não tiverem resposta.

As centrais sindicais angolanas anunciaram esta quinta-feira (03.02) que vão remeter uma nota de protesto relativa ao aumento do salário mínimo nacional ao Presidente angolano por "não se reverem" na proposta do Governo e admitem uma "paralisação geral" caso não sejam atendidos.

A decisão da Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos -- Confederação Sindical (UNTA-CS) e da Força Sindical foi apresentada hoje, no final de uma reunião de concertação.

"Como não fomos ouvidos, acabámos de elaborar e ainda hoje daremos entrada do nosso protesto junto do Presidente da República para, num prazo razoável, o PR e o seu Executivo se pronunciarem a propósito, este é a nossa posição", afirmou o secretário-geral da CGSILA, Francisco Jacinto.

O sindicalista lamentou o facto de o Governo angolano ter aprovado o aumento do salário mínimo nacional e o ajuste dos salários da função pública "sem chamar e convidar os sindicatos para uma discussão e abordagem profunda" sobre o assunto.

Para Francisco Jacinto, caso as autoridades solicitassem o parecer das centrais sindicais, as partes "alcançariam um consenso em relação ao valor percentual que poderia incidir no aumento do salário mínimo nacional".

Angola Luanda | Gewerkschaft CGSILA | Francisco Jacinto

Francisco Jacinto

Valor não corresponde à perda do poder de compra

"As centrais sindicais angolanas recusam-se e não se incluem na posição que o Governo tomou, não se vinculam na posição que o Governo tomou, pois esta medida tomada, além de ser unilateral o valor não corresponde à perda do poder de compra que se foi verificando ao longo dos anos", disse o sindicalista em conferência de imprensa.

O Conselho de Ministros angolano aprovou, na terça-feira, a proposta de aumento do salário mínimo nacional no setor privado na ordem dos 50%.

O líder da CGSILA considera que os valores aprovados pelo Governo angolano "não vão resolver os problemas dos trabalhadores, pois independentemente do valor que temos para apresentar também queremos discutir outras medidas colaterais".

Salário não abaixo dos 100 mil kwanzas

Um salário mínimo nacional não abaixo dos 100 mil kwanzas (166 euros), para fazer face aos preços dos produtos da cesta básica, é a proposta das três forças sindicais angolanos como referiu o secretário-geral da UNTA-CS, José Joaquim Laurindo.

O responsável da UNTA-CS disse ter a "certeza absoluta" que a nota de protesto merecerá resposta por parte do Presidente angolano, João Lourenço, não descartando, no entanto, outras ações de luta como "greve geral ou manifestações" caso não existir qualquer anuência.

"Nos dirigimos ao mais alto mandatário do país com esta solicitação e se não se verificar, vamos acionar aquilo que é peculiar no movimento sindical, greves e em algumas vezes pode ir até para manifestações são algumas armas que temos para frente caso não sejamos correspondidos", assinalou.

Magoga, o "pitéu" preferido dos trabalhadores em Caxito

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados