Simões Pereira como primeiro-ministro? Presidente diz que não o pode nomear | Guiné-Bissau | DW | 18.01.2022

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Guiné-Bissau

Simões Pereira como primeiro-ministro? Presidente diz que não o pode nomear

Presidente guineense diz que não poderá nomear o atual líder do PAIGC para primeiro-ministro, mesmo que ele seja eleito, por "razões constitucionais". Segundo Umaro Sissoco Embaló, trata-se de uma "questão de coerência".

Líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira (esq.), e Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló

Líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira (esq.), e Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse esta terça-feira (18.01) não poder nomear o atual líder do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau (PAIGC), Domingos Simões Pereira, para primeiro-ministro por "razões constitucionais", mesmo que quisesse.

Questionado pelos jornalistas sobre como vai ser a coabitação com o PAIGC, caso este partido vença as eleições legislativas de 2023, Embaló disse que vai depender de quem for eleito novo presidente no congresso do partido, previsto para fevereiro.

"Se for o Domingos Simões Pereira, por razões constitucionais, não o poderei nomear primeiro-ministro, mesmo que seja isso a minha vontade", afirmou.

"Não poderemos coabitar"

O chefe de Estado guineense justificou a posição com o facto de o líder do PAIGC não o reconhecer como vencedor das eleições presidenciais de 2019.

"Por uma questão de coerência nem penso que poderemos coabitar", afirma. "Como vou nomear alguém que um dia diz que eu sou Presidente da República e noutro dia já diz que sou um autoproclamado?"

Sissoco Embaló salientou que foi reconhecido como Presidente da República pela comunidade internacional e pelo povo guineense e que não sabe se poderá nomear o PAIGC para o Governo "se ele [Simões Pereira] for presidente" do partido.

"Se Domingos Simões Pereira for eleito, mesmo com 102 deputados (pleno do Parlamento), não o nomearei primeiro-ministro, porque ele é que disse que não sou o Presidente", afirmou.

"Como colegas, amigos, irmãos, podemos falar, agora na política não existem condições para a nossa coabitação. Se vencerem as eleições, terei reservas. Eu sou coerente com a minha posição", explica.

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