Senegaleses escolhem novo Presidente | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.02.2019
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Internacional

Senegaleses escolhem novo Presidente

Macky Sall é o favorito nas eleições presidenciais deste domingo (24.02), depois de as duas mais proeminentes figuras da oposição terem sido afastadas da corrida eleitoral.

No Senegal, mais de seis milhões de eleitores são, este domingo (24.02), chamados a votar num novo chefe de Estado. A escolha é simples: reeleger o presidente Macky Sall ou escolher um dos seus quatro opositores.  As mesas de voto abriram, maioritariamente, à hora prevista, 08h00, tendo sido registados alguns curtos atrasos em algumas áreas, devido à entrega tardia dos materiais de voto.

Macky Sall foi um dos primeiros candidatos a votar. O presidente cessante votou por volta das 9h30 em Fatick, no centro do país.

Em declarações aos jornalistas, Macky Sall disse estar satisfeito com "a grande mobilização" que se tem feito sentir, tanto no país, como em todo o mundo, nestas eleições. "Louvo a Deus pelo facto das eleições estarem a decorrer de forma pacífica. Espero que no final do dia, a decisão da população seja ouvida. O vencedor de hoje será o Presidente eleito pelo povo e deve estar consciente de que será o presidente de todos os senegaleses", disse Macky Sall.

"Espero que seja eu esse novo Presidente, estou a rezar por isso", concluiu.

Pela primeira vez, desde 1978, nem o Partido Socialista (PS) nem o Partido Democrático Senegalês (PDS) estão representados no boletim de voto. Karim Wade, filho de Abdoulaye Wade do PSD, e Khalifa Sall, dissidente do Partido Socialista e ex-presidente de Dakar, viram as suas candidaturas às presidenciais serem rejeitadas por condenações judiciais.

Senegal Präsidentschaftswahlen | Macky Sall Poster (DW/B. Barry)

Macky Sall é o favorito à vitória

As eleições deste domingo (24.02) colocam, assim, Macky Sall no topo da lista dos favoritos à vitória. O ainda presidente do Senegal defronta o antigo primeiro-ministro Idrissa Seck, considerado o seu maior rival; o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Madické Niang, o deputado Ousmane Sonko e um candidato com ligações a um movimento religioso, Issa Sall.

Em Zinguinchor, onde votou, Ousmane Sonko deixou claro que "aceitará os resultados desde que todo o processo eleitoral seja credível". 

"Muita afluência" às urnas

Em declarações à Lusa ao início da tarde, o chefe da missão de observação eleitoral da Organização Internacional da Francofonia, Patrice Trovoada, afirmou que as eleições estão a decorrer "com normalidade" e que "do ponto de vista técnico e logístico, as coisas estão a correr bem".

Patrice Trovoada indicou que, durante a manhã, visitou seis centros eleitorais na capital do Senegal, Dacar, e que foram enviadas equipas às principais localidades do país.  "Há muita participação dos eleitores", deu conta, apontando ainda que "pelo menos quatro dos cinco candidatos têm representantes nas mesas eleitorais".  

O chefe da equipa da Francofonia adiantou que já contactou representantes das missões de observação da União Europeia e da União Africana, que disseram partilhar desta análise sobre a forma como está a decorrer o processo eleitoral. 

Senegal Präsidentschaftswahlen | Idrissa Seck Poster (DW/B. Barry)

Idrissa Seck é considerado o principal opositor de Macky Sall nestas presidenciais

O responsável referiu no entanto existir "uma pequena crispação" e "muita desconfiança", principalmente entre a oposição, dadas as novas regras eleitorais, que determinaram que cada candidato tivesse de ter apoio expresso de entre 0,8% a 1% do universo eleitoral [no mínimo, 60 mil votantes]. "Este sistema serviu para racionalizar" as candidaturas, num país com mais de 6,6 milhões de eleitores e mais de 300 partidos políticos, e que tinha habitualmente mais de 20 candidatos às eleições.  

Opiniões dividem-se

Em Dakar, dão conta as agências de notícias, tem havido grande afluência às urnas. Enquanto espera para votar, no bairro de Guediawaye, Mamadou Tall afirma que é apoiante do principal candidato da oposição, Idrisse Seck pois, na sua opinião, os grandes projetos do presidente Mack Sall não tiveram reflexo na melhoria de vida dos senegaleses. "O desemprego é um problema real", diz este cidadão, dando conta de que no seu país "existem famílias onde apenas uma pessoa trabalha e sustenta 12 a 15 familiares".

Já na opinião de Mariama Diouf, "ainda que não se seja um defensor de Macky [Sall], há que admitir que ele melhorou as coisas". No bairro onde mora, por exemplo, "houve melhorias", constata.

Os resultados da votação deverão ser divulgados nos próximos três dias. Se nenhum dos candidatos conseguir mais de 50 por cento dos votos, terá de ser realizada uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados neste domingo (24.02). O escrutínio terá lugar a 24 de março.

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