Senegal: Exército diz controlar bases de rebeldes de Casamança | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 10.02.2021

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Internacional

Senegal: Exército diz controlar bases de rebeldes de Casamança

O Exército senegalês anunciou que controla quatro "bases históricas" dos rebeldes do Movimento das Forças Democráticas de Casamança, no sul do país e junto à fronteira com a Guiné-Bissau.

Soldados senegaleses

Soldados senegaleses

"As primeiras bases históricas do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC) foram neutralizadas e tomadas pelo Exército", afirmou o comandante de uma das áreas militares a região austral de Ziguinchor, o coronel Souleymane Kandé, citado pela imprensa local e referenciado pela agência noticiosa Efe. 

De acordo com o jornal local "Le Quotidien", as operações tiveram início em 26 de janeiro.

O objetivo destas intervenções foi neutralizar elementos armados que se refugiam na região e têm atacado a população.

Kandé convidou as populações deslocadas a regressarem "porque as condições de segurança estão agora reunidas".

"O processo é irreversível. O Estado avançará em breve com o estabelecimento de estruturas socioeconómicas básicas, como escolas, centros de saúde ou poços. As ONG de desenvolvimento e projetos públicos (...) e outros também irão intervir rapidamente", acrescentou o responsável militar.

No início do mês, os rebeldes de Casamança ameaçaram entrar na Guiné-Bissau caso sofressem ataques pelas tropas senegalesas a partir do território guineense, acusando as autoridades de Bissau de se terem aliado ao Senegal contra a região independentista.

"O ocupante estrangeiro senegalês resolveu nas últimas semanas assinar um acordo com as novas autoridades da Guiné-Bissau para utilizar o seu território e atacar as bases da resistência", acusou em 04 de fevereiro, num comunicado, o comando do MFDC.

A tomada de posição surge depois de, na véspera, os independentistas de Casamança terem acusado o exército do Senegal de, após anos de trégua, estar a reavivar o conflito na região ao lançar uma nova ofensiva militar na semana passada.

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