São Tomé e Príncipe: Transição do país para economia azul é ″irreversível″ | São Tomé e Príncipe | DW | 12.03.2022

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São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe: Transição do país para economia azul é "irreversível"

O primeiro-ministro são-tomense prometeu o engajamento do Governo para que a economia azul seja realidade no arquipélago, assegurando que é um processo irreversível apoiado pela FAO.

Zentralafrika l Premierminister Jorge Bom Jesus von São Tomé und Príncipe

Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus

Durante o encerramento da semana nacional da economia, Jorge Bom Jesus afirmou que a atividade "constitui um processo irreversível", sob pena de o país deitar tudo a perder, "porque compromissos são compromissos, sobretudo quando chancelados pelo Governo”.

"Reitero solenemente o engajamento total do Governo em tudo fazer para que a economia azul seja uma realidade em São Tomé e Príncipe”, declarou o primeiro-ministro.

Este engajamento do Governo, segundo Jorge Bom Jesus, "é igualmente extensivo a necessidade de se refletir sobre a melhoria e o reforço do quadro institucional de governança da economia azul”, bem como "dotar a unidade de quadros com competência técnica reconhecida para responder aos ingentes desafios" tendo em conta "a complexidade e amplitude das responsabilidades que são cometidas no contexto atual".

"Estamos profundamente convencidos que a unidade de inteligência estratégica para economia azul, deve desempenhar um papel fundamental em todo este processo, pelo que urge um apoio substancial do Governo de modo a permitir a uma maior apropriação e a um melhor conhecimento do potencial, dos investimentos em investigação, monitorização e o quadro legal dos ecossistemas costeiros e oceânicos”, disse Jorge Bom Jesus.

Apoio da FAO

Portugal Carlos Vila Nova

Economia azul poderá proporcionar recursos que "facilitarão a erradicação da pobreza", Carlos Vila Nova

O chefe do Governo agradeceu à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pelo apoio que tem dado a todo o processo que incluiu o financiamento do estudo que culminou com a elaboração da estratégia nacional de transição para a economia azul, que, segundo o ministro das Finanças, Engrácio Graça, deverá ser adotada sob forma de lei "de modo a que seja possível ancorar definitivamente esta transição numa perspetiva estável a médio e longo prazo”.

O Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, sublinhou, na segunda-feira, que a transição para a economia azul poderá proporcionar ao país recursos que "facilitarão a erradicação da pobreza, a eliminação da fome, a promoção de uma boa saúde e bem-estar e educação de qualidade" que de forma natural conduzirá igualmente à igualdade do género.

Para o chefe de Estado, a realização desta semana, que contou com o apoio da FAO, "marca o compromisso do país em continuar o processo de transição da sua economia tradicional para a economia azul, a fim de harmonizar a proteção dos ecossistemas oceânicos e potenciar o crescimento económico”.

 "Com a potencialização de recursos da economia azul, São Tomé e Príncipe deixará de ser um pequeno Estado insular, transformando-se numa grande nação oceânica, ombreando com gigantes da economia africana”, afirmou o diretor sub-regional da FAO para África Central, Hélder Muteia.

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