Refugiados africanos geram polémica em Israel | NOTÍCIAS | DW | 29.05.2012

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NOTÍCIAS

Refugiados africanos geram polémica em Israel

Durante muito tempo, eram poucos os refugiados que iam para Israel buscar abrigo – algo que mudou nos últimos anos. E nem todos são bem vindos, segundo apurou o repórter Thorsten Teichmann, da DW África.

epa03124966 African refugees wait for a job offer near the central bus station in southern Tel Aviv, Israel, 27 February 2012. Some 50,000 Africans have entered Israel in recent years, fleeing conflict and poverty in search of safety and opportunity in the relatively prosperous Jewish state. A growing number of African migrants say they were captured, held hostage and tortured by Egyptian smugglers hired to sneak them into Israel. EPA/ABIR SULTAN

Afrikanische Flüchtlinge in Israel

Cada vez mais pessoas da África procuram refúgio em Israel, mas círculos do governo em Jerusalém rejeitam conceder a essas pessoas direito de permanência. Israel também nem sempre reconhece as pessoas vindas do Sudão, da Eritreia ou da Somália, como exilados segundo a convenção dos Refugiados das Nações Unidas. O repórter da DW África diz ter observado, que essa resistência visa evitar que a "característica judaica" do Estado não seja - por assim dizer - "prejudicada" pelos imigrantes, que povoam as ruas das cidades israelitas e por vezes dormem nas ruas.

Políticos conservadores e reacionários manifestam-se contra os refugiados

O repórter DW África, Thorsten Teichmann, fez um relato sobre uma manifestação, que teve lugar nas últimas semanas, no sul de Tel Aviv, e na qual cerca de cem pessoas exigiam, aos gritos, que requerentes a asilo e imigrantes africanos fossem deportados. A polícia chegou a prender alguns dos manifestantes.

Miri Regev, parlamentar do Likud, o partido conservador de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, participou nessa manifestação e disse que os sudaneses são como um "câncro na sociedade israelita".

A polêmica discussão tem como foco 60 mil pessoas vindas de vários países africanos, da região do Corno de África e que chegaram a Israel, atravessando a Península do Sinai pela fronteira entre Israel e o Egito – com frequência e com ajuda de redes de tráfico de pessoas.

Ministro diz que refugiados têm motivos económicos

Israeli Prime Minister Ariel Sharon (C) sits in the Knesset, (Parliament) that is almost completely empty during a session on Wednesday, 23 November 2005. Israeli media are quoting an interview in the Guardian newspaper in the United Kingdom that reports that Sharon intends to offer the Palestinians independence in exchange for guarantees of security for Israelis if he is re-elected prime minister, and that Sharon would not operate on the 'land for peace' principle. EPA/PIERRE TERDJMAN-FLASH90 ISRAEL OUT +++(c) dpa - Report+++

Parlamento israelita Knesset: palco de polémica em torno da política de refugiados

Eli Yischai, ministro israelita do Interior e membro do partido religioso ultra-ortodoxo Shas, é de opinião que a maioria dos imigrantes não veio a Israel por motivos políticos, mas sim económicos e disse mesmo, no parlamento, que, se tivesse meios, em um ano faria com que não houvesse mais imigrantes africanos em Israel: “Com a ajuda de Deus, vamos conservar a identidade judaica do Estado de Israel e o sonho sionista", salientou.

O ministro do Interior Eli Yischai ainda afirmou que a maior parte da população israelita pensa como ele – e que grande parte da população tem medo porque "percentagem considerável dos casos de crimes graves como estupros ou roubos envolve imigrantes".

Governantes ultra-conservadores acusados de "caça às bruxas"

epa03124964 African refugees wait for a job offer near the central bus station in southern Tel Aviv, Israel, 27 February 2012. Some 50,000 Africans have entered Israel in recent years, fleeing conflict and poverty in search of safety and opportunity in the relatively prosperous Jewish state. A growing number of African migrants say they were captured, held hostage and tortured by Egyptian smugglers hired to sneak them into Israel. EPA/ABIR SULTAN

Organizações israelitas de defesa dos direitos dos refugiados manifestam-se a favor de uma melhor integração dos refugiados africanos

Durante uma visita de Eli Yischai ao sul de Tel Aviv, a reportagem da DW África presenciou uma mulher perguntando ao ministro se esse tipo de postura não seria uma espécie de "caça às bruxas". Ao que Yischai respondeu: "Sim, existe uma caça, realmente. A caça dos invasores contra cidadãos íntegros. E eu quero acabar com essa caça".

Governantes ultra-conservadores como o ministro do Interior, Eli Yishai, são acusados de colocarem lenha na fogueira. A organização humanitária israelita "Paz Agora" pediu até ao ministério púlbico que investigue se as posturas desses políticos não podem ser consideradas "atos de incitação à violência".

Autor: Thorsten Teichmann / Ivana Ebel
Edição: António Cascais / António Rocha

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