Programa do Governo reflete necessidades da Guiné-Bissau | Guiné-Bissau | DW | 16.10.2019
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Guiné-Bissau

Programa do Governo reflete necessidades da Guiné-Bissau

Programa do Governo foi aprovado pelo Parlamento da Guiné-Bissau, permitindo ao Executivo ter já um dos instrumentos indispensáveis para a governação. Analistas dizem que programa vai ao encontro da realidade.

O programa do Governo liderado por Aristides Gomes foi aprovado esta terça-feira (15.10), pela maioria de 52 deputados presentes na sessão parlamentar, na ausência das bancadas parlamentares dos partidos da oposição, Movimento para Alternância Democrática (MADEM G-15) e o Partido da Renovação Social (PRS), mais dois deputados da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

No documento, que conta com cinco eixos prioritários, destaca-se o combate ao crime organizado, a segurança e a estabilidade do país, bem como o restabelecimento da confiança na Guiné-Bissau para atração de mais investimento.

O analista político Luís Peti considera o programa "muito ambicioso" para renovar a esperança dos guineenses. "Foi com este programa que o governo guineense conseguiu, em 2015, junto dos parceiros internacionais, uma promessa de financiamento de mais de mil milhões de dólares, lembra em entrevista à DW África.

"Baseando-se no programa Terra Ranka, este trará muita esperança ao povo guineense, na medida em que com cinco pilares e cinco eixos que este documento detém, obviamente que responde no mínimo aquilo que é necessidade e urgência do povo guineense", conclui o analista.

Melhorar a vida das populações

O programa de governação para a décima legislatura traz ainda uma preocupação e solução para melhorar a imagem externa da Guiné-Bissau, incidir nas reformas do Estado e melhorar as condições de vida das populações.

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Programa do Governo reflete necessidades da Guiné-Bissau

Para Luís Peti, faz todo o sentido trabalhar a política externa e a imagem da Guiné-Bissau perante os parceiros: "A política externa do país está muito beliscada, tanto na perspetiva de segurança, aquilo que tem a ver com o narcotráfico, a nível diplomático também, a imagem do país tem que ser muito trabalhada e este governo tem muito a fazer em relação à política externa."

Para o analista Suleimane Cassamá, também ouvido pela DW África, o programa de Governo aprovado pelos parlamentares encaixa-se na urgência e nas necessidades do país. "Em termos de classificação, estão maravilhosamente bem classificados e qualificados, em relação à emergência, a curto e a longo prazo. Na Guiné-Bissau, tudo se transformou em urgência e emergência. Ainda assim, penso que o programa vai ao encontro da realidade", avalia.

Por outro lado, o analista critica o abandono da sessão do Parlamento pela oposição. "Não é com o abandono e não é com fuga ao debate que se vai conseguir fazer uma oposição. O que eles fizeram não é oposição, é simplesmente uma atitude antipatriótica", sublinha.

Os deputados do MADEM G15, do PRS e dois do APU-PDGB - este último partilha a governação com o PAIGC e outros partidos no quadro de um acordo político de incidência parlamentar - não participaram no debate e aprovação do programa do Governo, tendo abandonado o salão, por discordarem com a ordem do dia aprovada pela maioria dos deputados, que relegou o debate sobre o tráfico de drogas para o segundo ponto, passando o debate do programa para o primeiro.

Assistir ao vídeo 04:03

"Governo guineense não vai cair e o Programa será aprovado no Parlamento", afirma DSP

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