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PolíticaCosta do Marfim

Costa do Marfim: Ouattara procura maioria parlamentar

27 de dezembro de 2025

Costa do Marfim realiza eleições legislativas dois meses depois de Alassane Ouattara ter vencido as presidenciais. Entre os candidatos estão o primeiro-ministro Robert Mambé e Téné Ouattara, irmão do Presidente.

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Eleições legislativas na Costa do Marfim
Assembleias de voto em Abidjan abriram com uma hora de atraso, sob chuva torrencialFoto: Sia Kambou/AFP/Getty Images

A Costa do Marfim realiza eleições legislativas este sábado (27.12), dois meses depois de Alassane Ouattara, de 83 anos, ter vencido as eleições presidenciais, prolongando os seus 14 anos no poder.

As assembleias de voto na principal cidade, Abidjan, abriram com uma hora de atraso, sob chuva torrencial.

No colégio Notre Dame, no bairro do Plateau, os eleitores formaram filas num salão, sob um enorme retrato de Félix Houphouët-Boigny, o presidente fundador do país.

“Não me sinto representado na Assembleia Nacional”, afirmou Assi Gilles Darus Aka, de 21 anos. “Estou aqui para eleger o meu candidato, para que ele possa apresentar projetos para a inserção profissional dos estudantes”, disse Aka à AFP.

O partido RHDP de Ouattara detém a maioria na Assembleia Nacional, composta por 255 lugares. Entre os seus candidatos neste sufrágio estão o primeiro-ministro Robert Beugré Mambé e Téné Birahima Ouattara, irmão do Presidente e ministro da Defesa.

Em outubro, Ouattara conquistou um quarto mandato com quase 90 por cento dos votos expressos, numa eleição da qual a maioria das figuras da oposição foi excluída. Onze pessoas morreram em atos de violência relacionados com o processo eleitoral e dezenas de apoiantes da oposição foram detidos, incluindo um deputado.

O partido PPA-CI, do antigo presidente Laurent Gbagbo — impedido de concorrer às presidenciais devido a uma condenação criminal — boicotou as eleições legislativas. Ainda assim, cerca de 20 membros do partido apresentam-se como candidatos.

O PDCI, liderado por Tidjane Thiam, outro candidato presidencial excluído da votação de outubro, apresentou candidatos a estas eleições. Um deles, o porta-voz do partido, Soumaïla Bredoumy, foi detido em Novembro, acusado de “terrorismo” e de “conspiração contra a autoridade do Estado”.

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