PR guineense garante que vai nomear Simões Pereira como primeiro-ministro | Guiné-Bissau | DW | 21.05.2019
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Guiné-Bissau

PR guineense garante que vai nomear Simões Pereira como primeiro-ministro

Presidente do Conselho das Mulheres, mostrou-se preocupada com "tensão política" na Guiné-Bissau. Francisca Vaz, notou que Presidente Mário Vaz lhe garantiu que vai nomear Domingos Simões Pereira como primeiro-ministro.

Francisca Vaz ao centro na foto

Francisca Vaz ao centro na foto

Em declarações aos jornalistas à saída de um encontro, esta terça-feira (21.05), com o Presidente guineense, José Mário Vaz, a líder das mulheres facilitadoras do diálogo, Francisca Vaz disse ter transmitido ao chefe do Estado a preocupação de que é urgente a nomeação de um primeiro-ministro e consequente formação de um novo Governo.

"Até hoje não temos um Governo. Viemos cá precisamente pedir ao Presidente, mais uma vez, que tome a decisão, como primeiro magistrado deste país, para o mais rápido possível nomear um primeiro-ministro", afirmou Francisca Vaz à saída do Palácio da Presidência, em Bissau.

Presidente garante que vai nomear DSP

A líder das mulheres facilitadoras, uma plataforma que junta mulheres de várias franjas sociais guineenses, notou que José Mário Vaz lhes garantiu que vai nomear Domingos Simões Pereira, na qualidade do presidente do partido vencedor das legislativas de 10 de março, mas não disse quando.

Guinea-Bissau Francisca Va

Francisca Vaz presidente do conselho das mulheres facilitadoras do diálogo na Guiné-Bissau

"Voltou a confirmar-nos nesta reunião que não põe em causa a figura de quem deve ser nomeado primeiro-ministro, que é Domingos Simões Pereira, enquanto presidente do partido vencedor das eleições, PAIGC", sublinhou "Zinha" Vaz.

A dirigente afirmou ter patenteado ao Presidente guineense a satisfação das mulheres pela garantia de que vai nomear Domingos Simões Pereira, enquanto líder do partido vencedor das eleições, mas disse ter insistido na urgência dessa nomeação.

José Mário Vaz tranquilizou as mulheres, dizendo-lhes que está a trabalhar, acrescentou.

"Fizemos ver ao Presidente que estamos muito preocupadas e não queremos ver mais violência na rua", observou a líder do conselho das mulheres facilitadoras do diálogo na Guiné-Bissau.

Francisca Vaz notou por outro lado, que a sua organização não volta a contactar os partidos políticos por entender que a resolução do impasse depende exclusivamente do Presidente do país.

Greve geral em curso

Entretanto, os funcionários públicos do país iniciaram nesta terça-feira (21.05) a terceira ronda de greve, que vai decorrer até quinta-feira, para exigir ao Governo o cumprimento do caderno reivindicativo e o aumento do salário mínimo para cerca de 150 euros.

À greve convocada pelas duas centrais guineenses - União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau - juntaram-se também os funcionários da Empresa de Águas e Eletricidade da Guiné-Bissau (EAGB). O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau, Júlio Mendonça, disse que os serviços mínimos vão continuar a ser garantidos, incluindo no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau.

Os funcionários públicos guineenses exigem também a implementação do decreto-lei de outubro de 2012 sobre a avaliação e desempenho da Administração Pública e a conclusão do processo de aprovação do novo Código de Trabalho.

As greves convocadas pelas centrais sindicais do país acontecem na altura em que o país vive mais um impasse político relativo à indigitação do futuro primeiro-ministro e nomeação do novo Governo.

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