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RENAMO exige anulação do recenseamento eleitoral

Silaide Mutemba (Maputo) | Lusa
6 de junho de 2023

A RENAMO quer a anulação do recenseamento eleitoral que terminou a 3 de junho, pedindo também uma auditoria. "Aceitar este recenseamento será aceitar a fraude", diz José Manteigas, porta-voz do maior partido da oposição.

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Foto: Delfim Anacleto/DW

A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) exigiu esta terça-feira (06.06), em conferência de imprensa, a anulação do recenseamento eleitoral que terminou no sábado, rumo às eleições autárquicas.

Segundo o porta-voz do maior partido da oposição moçambicana, José Manteigas, as irregularidades reportadas no processo "não garantem eleições livres, justas e transparentes". 

"A RENAMO exige a anulação e uma auditoria ao recenseamento eleitoral. Exige a realização de um novo recenseamento que seja imparcial e isento de manipulação e vícios. Aceitar este recensemento eleitoral será aceitar a fraude eleitoral e hipotecar o nosso futuro", afirmou.

José Manteigas sublinhou ainda que falta vontade política para consolidar a democracia e a paz em Moçambique.

"Aceitar este recensemento eleitoral será aceitar a fraude"

O recenseamento eleitoral foi marcado por várias denúncias de irregularidades, além da suspensão de alguns responsáveis por alegados crimes no processo. A oposição e organizações da sociedade civil alertaram, por exemplo, para supostas "avarias manipuladas", alegadamente para barrar o acesso a alguns eleitores. 

Uma anulação do recenseamento eleitoral poderá levar ao adiamento das sextas eleições autárquicas, agendadas para 11 de outubro. 

Mais de oito milhões de inscritos

Esta terça-feira, o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) anunciou que Moçambique registou mais de oito milhões de eleitores.

"Findos 45 dias de recenseamento eleitoral […] temos uma realização global de 84,91%", disse Regina Matsinhe, porta-voz do STAE, citada pela imprensa local.

Segundo a responsável, os dados preliminares indicam que foram inscritos no total 8.387.583 eleitores, dos cerca de 10 milhões previstos. 

As províncias de Cabo Delgado, Gaza e Manica registaram o maior número de eleitores, indica o STAE, referindo que decorre, desde segunda-feira e até quinta-feira, o processo de verificação de dados nos postos eleitorais.

"Caso o cidadão tenha detetado no seu cartão de eleitor uma falha nos seus dados pessoais, pode dirigir-se aos postos para poder solicitar a sua correção", referiu Regina Matsinhe.

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