″EUA não devem abrir caixa de Pandora, caso contrário sofrerão consequências″, ameaça Pequim | NOTÍCIAS | DW | 04.08.2020

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NOTÍCIAS

"EUA não devem abrir caixa de Pandora, caso contrário sofrerão consequências", ameaça Pequim

China alerta que EUA "sofrerão consequências” caso obriguem TikTok a ser adquirido por empresa de capital norte-americano. Empresa chinesa que detém a aplicação está a considerar retirar sede dos EUA.

Symbolbild TikTok Logo

Aplicativo Tik Tok

A China já reagiu ao ultimato de Trump que obriga a aplicação de vídeos TikTok, detida pela empresa chinesa ByteDance, a deixar os EUA a não ser que seja adquirida por uma empresa de capital norte-americano. A administração alega motivos de segurança nacional e a privacidade dos dados dos norte-americanos.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Wang Wenbin afirma que "é habitual os Estados Unidos usarem o seu poder estatal para atacar violentamente empresas de outros países", mas deixa um alerta: "Se o erro de Washington se confirmar, qualquer país pode tomar uma ação semelhante contra qualquer empresa norte-americana, com base na segurança nacional".

"Os Estados Unidos não devem abrir a caixa de Pandora, caso contrário sofrerão as consequências", vincou.

Manipulação política

China Sprecher Außenministerium Wang Wenbin

Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China

O porta-voz da diplomacia chinesa garantiu ainda que as empresas chinesas conduzem atividades comerciais nos Estados Unidos de acordo com os princípios do mercado e em conformidade com as leis dos EUA, e descreveu as ações do Governo de Trump como "manipulação política".

"A eliminação de empresas não americanas, sob o pretexto de segurança nacional e sem qualquer evidência, viola os princípios da economia de mercado e os princípios de abertura, transparência e não discriminação da Organização Mundial do Comércio (OMC)", afirmou.

Wang pediu a Washington que "ouça atentamente as vozes dentro do próprio país e da comunidade internacional, desista de politizar os assuntos económicos e disponibilize um ambiente de investimento aberto, justo e não discriminatório para todos os participantes do mercado nos Estados Unidos".

Mudança de sede

China App TikTok | Tim Cook und Zhang Yiming

Zhang Yiming (esq.), presidente da ByteDance, e Tim Cook, presidente da Apple

A ByteDance, detentora do TikTok, também já reagiu. O fundador e CEO, Zhang Yiming, mostrou numa carta enviada aos funcionários o seu desacordo com a decisão de Washington de forçar a venda da subsidiária nos EUA, afirmando que a empresa "sempre se comprometeu a proteger os dados dos usuários e a manter a neutralidade e transparência do TikTok".

Consequentemente, a empresa está a pensar mudar a sede da aplicação para fora dos Estados Unidos, segundo um porta-voz da empresa, citado pela emissora estatal "CGTN" nesta terça-feira (04.08).

Nos últimos dias, a imprensa britânica tem especulado que Londres poderia ser a cidade escolhida para esses escritórios, embora a empresa ainda não tenha confirmado essa escolha.

A diretora-geral da TikTok para os Estados Unidos, Vanessa Pappas, disse ainda que a empresa está orgulhosa dos 1.500 trabalhadores que tem nos EUA e que pretende criar outros 10.000 empregos nos próximos três anos.

Assistir ao vídeo 02:44

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