Eleições no Mali marcadas por violência | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 30.07.2018
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Internacional

Eleições no Mali marcadas por violência

Contagem de votos já começou no Mali, após incidentes violentos. Oito milhões de pessoas foram chamadas a decidir se Ibrahim Boubacar Keïta continuará no poder ou se o país terá um novo Presidente.

Ibrahim Boubacar Keïta coloca o seu voto na urna, nas eleições de domingo (29.07)

Ibrahim Boubacar Keïta coloca o seu voto na urna, nas eleições de domingo (29.07)

A votação foi temporariamente suspensa numa assembleia de voto na cidade de Kidal, no norte do Mali, depois de um ataque à bomba, que não fez vítimas, segundo a missão das Nações Unidas no Mali (MINUSMA).

Ataques como o deste domingo (29.07) tornaram-se rotina nos meses que antecederam a votação no país.

Ouvir o áudio 03:46

Eleições no Mali marcadas por violência

Votação comprometida?

"Percebemos que aqui e ali ocorreram alguns incidentes e alguns eventos violentos, mas acredito que sejam casos isolados, que não colocam em questão a evolução positiva em termos de segurança do nosso país", afirmou Bocary Treta, diretor de campanha do Presidente Ibrahim Boubacar Keïta.

Mas para o candidato e líder da oposição Soumaila Cissé, a falta de segurança compromete a votação. "Em Dianké, houve tumultos, material eleitoral foi roubado e as assembleias de voto foram fechadas. Noutros lugares também houve problemas, mas faremos uma avaliação detalhada depois", disse Cissé ainda antes do fecho das urnas.

A chefe da missão de observação da União Europeia, Cécile Kyenge, pediu às autoridades que publiquem a lista dos círculos eleitorais onde os cidadãos não puderam votar por razões de segurança.

"Para nós, a transparência, rastreabilidade e particularmente a integridade das eleições são uma prioridade", frisou.

Mali Wahlen

Ao todo, 24 candidatos concorrem à Presidência maliana

Denúncias de fraude

Além da questão da segurança, as eleições ficaram também marcadas por uma polémica sobre as listas eleitorais. A oposição denunciou o risco de fraude devido às diferenças entre a lista usada para preparar os cartões de eleitor e a lista final publicada.

Mas o Presidente Ibrahim Boubacar Keïta desvalorizou as suspeitas: "A polémica sobre isso é absolutamente desnecessária. O principal é que as pessoas possam celebrar."

Além de Boubacar Keïta e do líder da oposição Soumaila Cissé, outros 22 candidatos, incluindo uma mulher, concorrem à Presidência do Mali.

O novo Presidente terá de lidar com questões como o desenvolvimento económico, a revisão do acordo de paz assinado em 2015 e a restauração da segurança no país, assolado por grupos radicais islâmicos desde um golpe militar em 2012.

Os primeiros resultados são esperados até esta terça-feira (31.07) e os resultados oficiais provisórios até 3 de agosto. Uma eventual segunda volta poderá ocorrer a 12 de agosto.

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