″Dino″ e ″Kopelipa″ constituídos arguidos - imprensa | Angola | DW | 02.10.2020

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

"Dino" e "Kopelipa" constituídos arguidos - imprensa

A notícia é avançada pelo Novo Jornal, que cita uma fonte ligada ao processo: os generais "Kopelipa" e "Dino" foram constituídos arguidos num caso de alegado desvio de fundos, relacionado com a China International Fund.

Os generais angolanos Manuel Vieira Dias Júnior "Kopelipa" e Leopoldino Fragoso do Nascimento "Dino" foram constituídos arguidos no âmbito de um processo relacionado com a empresa China International Fund (CIF), avança o semanário Novo Jornal esta sexta-feira (02.10). A notícia foi também divulgada pelo canal português Observador, que cita fonte ligada aos dois "homens-fortes do regime de José Eduardo dos Santos".

O Novo Jornal refere que os generais têm sido apontados como os verdadeiros proprietários da CIF.

Em fevereiro deste ano, no âmbito do processo de recuperação de ativos em Angola, a Procuradoria-Geral da República mandou apreender vários edifícios na posse da empresa, incluindo a sede do grupo, situada na baixa de Luanda.

Na altura, em declarações ao jornal português Expresso, os generais negaram qualquer ligação com a China International Fund, dizendo-se vítimas de perseguição.

A CIF foi criada em 2003 e tinha em mãos projetos de vulto para a reconstrução de Angola após a guerra civil, incluindo a construção do novo aeroporto internacional de Luanda. No entanto, a empresa foi durante anos acusada de falta de transparência e de desviar dinheiro público.

Em abril de 2019, o Ministério Público angolano anunciou ter recuperado 286,4 milhões de dólares que estariam na posse da CIF. Segundo o Governo, as obras do novo aeroporto de Luanda foram interrompidas por "inconformidades e incapacidade declarada" da empresa. A finalização do projeto ficou, entretanto, a cargo da empreiteira chinesa AVIC.