Angola: FLEC-FAC pede aos cabindeses que boicotem eleições gerais | NOTÍCIAS | DW | 07.04.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Angola: FLEC-FAC pede aos cabindeses que boicotem eleições gerais

A organização que reclama a independência de Cabinda afirma que "votar nas eleições de Angola é um ato antipatriótico e de submissão ao colonialismo angolano" e pede que os cabindeses não vão às urnas em agosto.

Foto de arquivo: Urna das eleições gerais de 2017, em Luanda.

Foto de arquivo: Urna das eleições gerais de 2017, em Luanda.

A organização que reclama a independência de Cabinda afirma que "votar nas eleições de Angola é um ato antipatriótico e de submissão ao colonialismo angolano" e lança o apelo para que os cabindeses não vão às urnas em agosto.

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda -- Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) apelou esta quinta-feira (07.04) "a todos os cabindeses a boicotarem as eleições angolanas", que se realizam em agosto deste ano, naquela província do norte de Angola.

Em comunicado, a organização, que reclama há vários anos a independência daquela parcela do território, refere que "os partidos políticos angolanos são representativos unicamente dos interesses políticos angolanos e não de Cabinda".

"Votar nas eleições de Angola é um ato antipatriótico e de submissão ao colonialismo angolano. Votar nas eleições de Angola em Cabinda é aceitar ser escravo do Governo angolano e validar todas as humilhações, passadas, presentes e futuras, praticadas por Angola em Cabinda", lê-se no comunicado citado pela agência de notícias Lusa.

O movimento independentista de Cabinda, província petrolífera angolana, considera ainda que "as eleições em Angola não são eleições em Cabinda".

Angola Cabinda | Demonstration | João Lourenço

Manifestação contra o Presidente João Lourenço em Cabinda, em dezembro passado.

Atenção às "manobras de sedução" do MPLA

"Apela também a todos os cabindeses a permanecerem atentos às manobras de sedução que estão em curso por membros do MPLA [Movimento Popular da Libertação de Angola, partido no poder] e que mais tarde vão manchar a imagem e descredibilizar as instituições políticas cabindesas e dos seus dirigentes que até agora têm feito um trabalho notável pela dignidade do povo de Cabinda", destaca o comunicado.

"A FLEC-FAC alerta também as organizações e movimentos políticos cabindeses, e sociedade civil cabindesa, para as manobras eleitoralistas do MPLA que compreendeu que é completamente rejeitado em Cabinda. As organizações e movimentos políticos cabindeses sabem que qualquer iniciativa, promovida, organizada e financiada pelo MPLA apenas defenderá os interesses do MPLA e dos seus oligarcas", acrescenta o documento.

Angola vai realizar as quintas eleições gerais na segunda quinzena de agosto.

Cabinda: "Medo, isso é coisa do passado!"

Leia mais