Angola: Deve-se olhar para ″fundos desviados que estão no país″, frisa ativista | Angola | DW | 29.12.2018
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Angola

Angola: Deve-se olhar para "fundos desviados que estão no país", frisa ativista

Esta sexta-feira (28.12), no Palácio Presidencial, Rafael Marques disse-se “expectante em relação ao processo de repatriamento coercivo de capitais". Por sua vez, Bornito de Sousa enalteceu o atual Governo.

Rafael Marques (DW/J. Beck)

Rafael Marques

O ativista e jornalista angolano, Rafael Marques, defendeu hoje a "inventariação" dos fundos "desviados do Estado" que se encontram em Angola, para devolução ao património público, no âmbito do processo de combate à corrupção e repatriamento de capitais.

Em declarações aos jornalistas, esta sexta-feira (28.12), à margem da cerimónia de cumprimentos de fim de ano ao Presidente angolano, João Lourenço, o ativista manifestou-se "expectante" em relação ao processo de repatriamento coercivo de capitais, findo o "tempo de graça" dada pelas autoridades.

"Como qualquer angolano, temos uma grande expectativa sobre como se procederá esse processo de repatriamento, mas uma questão fundamental é olhar, também, para questão dos fundos que foram desviados do Estado e estão em Angola", disse.

Segundo Rafael Marques, tratam-se de "fundos que precisam de ser catalogados e devolvidos ao património público. É importante que falemos também desses fundos roubados e investidos aqui em Angola".

De acordo com o também defensor dos direitos humanos, quem "desviou fundos do Estado e os investiu no país", incorreu em "crimes de peculato", diploma legal ainda vigente na legislação angolana, por isso, continua, "quando falamos na questão do repatriamento de fundos e combate à corrupção há legislação suficiente para lidar com esse assunto, não precisamos de uma nova lei".

"O Palácio é do povo"

Questionado sobre o simbolismo da sua presença no palácio presidencial à cidade alta, em Luanda, Rafael Marques considerou como um momento de "celebração, reconciliação, abertura e diálogo com a sociedade civil". Reconciliação porque, explicou, "durante muito tempo tivemos uma situação, em que, a divisão entre angolanos era potenciada por interesses estranhos a boa convivência social, política entre todos os cidadãos".

Agora, admite Rafael Marques, "o Presidente João Lourenço está a mostrar que o palácio é do povo e não onde a exclusão seja uma marca, mas onde a inclusão de todas as franjas da sociedade possam estar representadas".

"Sinais positivos”, diz Bornito de Sousa

Angola Bornito de Sousa (DW/Nelson Sul D‘ Angola)

Bornito de Sousa, vice-presidente da República de Angola

Na mesma ocasião, e segundo a agência de notícias Angop, o vice-presidente da República, Bornito de Sousa, destacou os sinais positivos da dinâmica governativa do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, desde que chegou ao poder. O vice-presidente enumerou o combate à corrupção, bajulação, impunidade e ao nepotismo como os sinais positivos desta nova dinâmica na forma de governar.

Segundo Bornito de Sousa, confirma-se "uma opinião geral positiva da imprensa nacional, internacional e dos cidadãos sobre a nova governação de Angola".

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