Angola: Como combater as pragas de gafanhotos | Angola | DW | 04.01.2022

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Angola

Angola: Como combater as pragas de gafanhotos

Organizações ensinam métodos amigos do ambiente para combater as pragas de gafanhotos nas províncias angolanas do Cunene, Huíla, Namibe, Benguela e Cuando Cubango.

Praga de gafanhotos na província do Cuando Cubango, Angola, em maio de 2021

Praga de gafanhotos na província do Cuando Cubango, Angola, em maio de 2021 (foto de arquivo).

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a organização não-governamental MBAKITA estão a formar técnicos agrícolas e as comunidades de 15 municípios sobre o uso de abordagens não-químicas para evitar que os gafanhotos destruam as plantações.

Numa primeira fase, os métodos tradicionais são importantes para afugentar os insetos – apesar de não serem 100% eficazes, explica Garcia João Rampa, consultor da MBAKITA sobre agricultura.

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Métodos mecânicos

"Os chamados métodos mecânicos, como as queimadas, fumaças nas lavras, batuques, batimento de latas para afugentar os gafanhotos ou a colocação de sinos" podem ajudar no combate aos gafanhotos, diz Rampa.

Depois, há produtos especiais que podem ser usados, mas é preciso ter muito cuidado – não se devem usar pesticidas químicos que prejudiquem o meio ambiente, os seres humanos e o futuro das próprias terras agrícolas, acrescenta o especialista.

Por isso é que as organizações estão a realizar ações de formação: para informar a população sobre "pesticidas menos tóxicos ou com toxicidade zero, que atacam apenas os insetos sem atingir outros seres", conclui Garcia João Rampa.

Preparados para o futuro

Simão Ndeshipanda Mutilifa, diretor da Agricultura e Pesca no município de Namacunde, província do Cunene, diz que a formação é uma mais-valia para a sua comunidade, afetada pelas pragas de gafanhotos.

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"É um trabalho realizado com êxito para o nosso município", sumariza.

Navota Agostinho concorda. "Aprendemos como nos prevenir caso os gafanhotos surjam de novo", afirma o camponês da comuna do Jaú, na província da Huíla, que viu a sua produção ser afetada por uma praga em maio de 2021.

"Vou transmitir o que aprendi para evitar danos maiores", assegura. É também uma forma de prevenir a insegurança alimentar.

Para o trabalho de formação e sensibilização, a FAO disponibilizou à MBAKITA o equivalente a 80 mil euros.

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