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Economia

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Governo brasileiro quer exportar mais para Alemanha através da diversificação dos produtos. Ministro Furlan falou à DW-WORLD também sobre frangos e Pró-Álcool.

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Furlan: em defesa do frango brasileiro

De todas as importações da Alemanha, apenas 0,8% vem do Brasil. Encarregado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aumentar esta participação para pelo menos 1% – o que significaria mais 700 milhões de dólares ao ano –, o ministro Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), está empenhado em negociações na Alemanha, que visitou nesta quarta e quinta-feira, e na União Européia, tendo estado na semana anterior em Bruxelas.

Para incrementar as exportações para a Alemanha, que em abril chegaram a 252 milhões de dólares (contra 381,9 milhões em importações), Furlan aposta na diversificação dos negócios brasileiros. "Temos de utilizar inteligência comercial para identificar nichos de mercado e espaços de cooperação, principalmente para produtos em que o Brasil tem não só competitividade, mas tecnologia, design e valor agregado", declarou o ministro à DW-WORLD em Frankfurt, criticando ainda o comodismo da maioria das empresas brasileiras, que "se contentam com o mercado interno". Atualmente, os principais produtos exportados para a Alemanha são minério de ferro, café, soja e frangos.

Frangos

Diante da gripe aviária que atinge Holanda, Bélgica e mais recentemente a Alemanha, a exportação da carne de frango ganhou, aliás, destaque especial na conversa que o ex-presidente da Sadia teve na quarta-feira com a ministra alemã da Agricultura e Defesa do Consumidor, Renate Künast, em Berlim.

No primeiro trimestre deste ano, as vendas do produto brasileiro para a Alemanha subiram 150%. Os negócios, entretanto, poderiam ser ainda mais vantajosos para o Brasil, não fossem as barreiras sanitárias impostas pela União Européia ao frango verde-amarelo depois da descoberta de nitrofurano, no ano passado, na carne importada.

"Hoje o Brasil tem mais laboratórios de controle de nitrofurano do que a Alemanha. Há laboratórios oficiais, independentes e de algumas empresas exportadoras, que estão fazendo os exames pré-embarque. Nosso pleito é que os governos reconheçam a certificação de laboratórios independentes e oficiais brasileiros, de maneira que se elimine a exigência de inspeção de 100% dos contêineres que chegam à UE, o que causa enorme prejuízo aos exportadores. Não só pelos custos dos exames, mas também pelo tempo em que a mercadoria fica pagando armazenagem", explicou o ministro.

Segundo ele, a ministra Künast viu com bons olhos a sugestão, mas a decisão cabe a Bruxelas, onde Furlan já conversou também com o comissário de comércio da UE, Pascal Lamy, que ficou de discutir o assunto com seus colegas.

Pró-Álcool

A DW-WORLD também quis saber a quantas andam as negociações de compra, por parte da Alemanha, de cotas de poluição do Brasil através de subsídios ao Pró-Álcool, dentro dos parâmetros do Protocolo de Kyoto. "Estão avançando com menor velocidade do que gostaríamos. Elas vão muito mais rápido com a Suíça e o Japão, que estudam a possibilidade de misturar etanol a sua gasolina", contou Furlan.

Os japoneses, por exemplo, estão desenvolvendo em Piracicaba, no interior de São Paulo, uma planta piloto que, sem consumo de energia, através de filtração, separa partículas de água do álcool hidratado, transformando-o em álcool anidro, "o que pode ser uma revolução, dando maior eficiência ao processo de concentração do álcool, o que ajudaria na competitividade internacional".

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