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Economia

Frango brasileiro recolhido em supermercados

Greenpeace denuncia e maior grupo de supermercados da Alemanha retira das geladeiras nuggets de frango. Matéria-prima seria brasileira e estaria contaminada com antibiótico nitrofurano.

Os frangos brasileiros voltam às manchetes na Alemanha. Nuggets preparados com carne procedente do Brasil estariam contaminados pelo antibiótico nitrofurano, segundo o Greenpeace. A substância é suspeita de provocar câncer e danificar o código genético, tendo sido proibida na União Européia já em 1993 e no Brasil apenas em maio deste ano. Anualmente, 100 mil toneladas de frango brasileiro são exportadas para a Europa, sendo 20 mil para a Alemanha.

Resquícios do medicamento foram encontrados no conteúdo de um pacote da marca Salto, própria do grupo Rewe, o maior do país em comércio de alimentos, com várias redes de supermercados. A empresa determinou o exame de novas amostras dos nuggets com validade até 29 de agosto do ano que vem, enquanto as autoridades sanitárias vão investigar o que ainda resta do lote brasileiro no frigorífico de Wahrendorf (Renânia do Norte-Vestfália), que importou a carne.

Fechando o cerco – As primeiras informações indicam que a carne chegou à Alemanha exatamente no período em que o país e a UE acirravam o controle sobre os frangos brasileiros. Entre abril e julho deste ano, foram descobertas dezenas de toneladas de camarões e frangos da Tailândia e do Brasil contaminados com nitrofurano. Desde então o cerco fechou-se.

Em 12 de outubro, entrou em vigor determinação da Comissão Européia para que toda a carne de frango brasileira passasse a ser testada. Antes, a fiscalização era feita por amostragem de 3%. Ao mesmo tempo, o órgão executivo da UE fechou um acordo com o governo do Brasil para a uniformização da metodologia de teste de nitrofurano. No dia 23 daquele mesmo mês, o Ministério da Agricultura da Alemanha emitiu portaria para que os exames fossem realizados já em suas fronteiras.

Frangos em condições miseráveis – A carne contaminada encontrada pelo Greenpeace data de antes. O produto foi comprado numa filial da rede Penny-Markt, em Hamburgo, em outubro, tendo sido importada em julho, segundo a organização ecológica. O exame foi realizado pela Universidade de Wageningen, na Holanda. Como não há obrigação legal neste sentido, a embalagem não traz a identificação do país de origem da carne.

O Greenpeace cobrou responsabilidade do grupo Rewe. Para a entidade, o conglomerado deveria deixar de comercializar produtos baratos vindos de criações intensivas. "A presença de nitrofurano sugere que a carne provém de viveiro em condições miseráveis de saúde", denuncia a organização, pois este antibiótico proibido só costuma ser utilizado quando os recursos permitidos não resolvem casos de doenças nos animais criados em massa.

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