Violência mata um menor a cada sete minutos no mundo | Notícias internacionais e análises | DW | 01.11.2017
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Mundo

Violência mata um menor a cada sete minutos no mundo

Estudo do Unicef alerta que milhões de crianças são vítimas de conflitos, violência sexual ou física. Brasil é o sétimo país do mundo onde morrem mais jovens e crianças.

Criança com touca por trás de grades de um portão

Criança em Rakka, na Síria

Um levantamento apresentado nesta quarta-feira (1º/10) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) destacou que a cada sete minutos, em algum local do mundo, uma criança ou adolescente entre 10 e 19 anos é morto, seja vítima de homicídio ou de alguma forma de conflito armado ou violência.

Somente em 2015, a violência vitimou mais de 82 mil meninos e meninas nessa faixa etária", concluiu o Unicef. Para o levantamento, foram recolhidos dados de mortalidade oficiais fornecidos por 183 países filiados à Organização Mundial da Saúde (OMS) com populações acima de 90 mil pessoas em 2015.

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De acordo com o relatório, cerca de 300 milhões de crianças entre dois e quatro anos sofrem regularmente violência física e verbal por parte dos seus responsáveis. Quinze milhões de meninas entre 15 e 19 anos ao menos uma vez já foram forçadas a uma atividade sexual. Em 28 países com dados disponíveis sobre estes casos, 90% das meninas disseram que conheciam quem as abusou e apenas 1% disse que depois buscou ajuda profissional.

Brasil, sétimo no mundo

O documento destacou que quase a metade de todos os homicídios de adolescentes ocorre na América Latina e Caribe, embora vivam na região menos de 10% da população mundial nesta faixa etária. A Venezuela tem a maior proporção de homicídios de jovens do sexo masculino entre 10 e 19 anos de idade, com uma taxa de 96,7 mortes para cada 100 mil, seguido pela Colômbia (70,7), El Salvador (65,5), Honduras (64,9) e Brasil (59), é o sétimo no ranking mundial.

 "Os homicídios muitas vezes são só a última etapa de um ciclo de violência a que crianças e adolescentes estão expostos desde a primeira infância", salientou Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, num comunicado divulgado com o estudo.

 "A maioria dos homicídios contra adolescentes não acontece em países que estão em conflito, como Síria, mas nos países da América Latina e do Caribe, e o Brasil encontra-se entre aqueles com as taxas mais altas de homicídios de adolescentes do mundo", completou o especialista.

 Vários fatores de nível individual estão associados ao aumento do risco de homicídio dos adolescentes no Brasil e a raça foi o componente mais importante. "No Brasil, a taxa de homicídio em 2014 entre adolescentes de ascendência africana ou multirracial eram quase três vezes maiores do que as dos jovens brancos", destacou o relatório.

 Apesar da alta taxa de violência, o Brasil é mencionado de forma positiva quando a pesquisa destaca o país como um dos 59 do mundo que têm uma legislação que proíbe o castigo físico. Segundo o relatório, apenas 9% das crianças com menos de cinco anos em todo o mundo vivem nos 59 países que dispõem de uma lei neste sentido.

RW/dw/lusa/efe

 

 

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