Venezuela suspende partidas em todos os portos do país | Notícias internacionais e análises | DW | 21.02.2019
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América Latina

Venezuela suspende partidas em todos os portos do país

Medida foi tomada pelo regime chavista para bloquear entrada de ajuda humanitária solicitada pelo líder opositor Juan Guaidó. Anistia Internacional pede que Maduro reconheça crise no país e permita entrada de auxílio.

Venezuela Präsident Nicolas Maduro in La Guaira (Reuters/Miraflores Palace)

Regime de Maduro nega a existência de uma crise humanitária na Venezuela

O regime de Nicolás Maduro suspendeu nesta quarta-feira (20/12) as saídas de embarcações de todos os portos do país até 24 de fevereiro, ante a chegada de ajuda humanitária anunciada pelo líder opositor Juan Guaidó.

A ajuda humanitária está no meio de uma disputa política entre Guaidó e Maduro, que ordenou a proibição da entrada de assistência.

Um documento de instrução militar informa a "suspensão das partidas de embarcações de todos os portos" por razões de segurança, mas não explica o que acontecerá com as atracações.

A nota, que afirma que somente são permitidas partidas de emergência, é assinada pelo comandante da autoridade militar da defesa de Vargas, estado onde fica La Guaira, principal porto da Venezuela.

No mesmo dia, Guaidó anunciou que um navio zarpou de Porto Rico com 250 toneladas de ajuda com destino à Venezuela. "Contêineres cheios de esperança e oportunidades para muitos venezuelanos, mas também cheios de liberdade. A ajuda humanitária entrará, sim ou sim, na Venezuela", escreveu Guaidó no Twitter.

O regime também informou nesta quarta-feira que fechou a fronteira marítima do país com as ilhas das Antilhas Holandesas devido ao plano da oposição de levar ajuda humanitária ao território venezuelano no sábado.

A vice-presidente Delcy Rodríguez disse que as relações da Venezuela com as ilhas de Aruba, Curaçao e Bonaire estão sob revisão e que a fronteira permanecerá fechada por um "período de tempo indefinido".

"O fato de Curaçao ter decidido aderir a esse show, cujo único objetivo é o controle da Venezuela, significa não só que a Venezuela tenha fechado nossa fronteira mas esteja também revisando as relações com esses países", afirmou Rodríguez em comentários transmitidos pela televisão estatal.

A vice-presidente disse que o governo tomou essa decisão depois que o governo de Curaçao disse que a ilha ajudaria a armazenar carregamentos de ajuda humanitária destinados à Venezuela.

Diante das ações do regime, a Anistia Internacional pediu que Nicolás Maduro reconheça a grave crise socioeconômica do país e que permita a entrada da ajuda humanitária.

"Esperamos que as autoridades sob o comando de Nicolás Maduro não apenas reconheçam esta gravíssima crise (...) mas que também garantam a entrada da ajuda e que ela seja encaminhada às comunidades e pessoas mais necessitadas", disse Erika Guevara, diretora para as Américas da Anistia Internacional.

"Os Estados têm a obrigação de prover esta cooperação internacional sem nenhuma condição e garantir que esta cooperação, esta assistência, chegue diretamente às mãos das pessoas em maior situação vulnerabilidade", disse Guevara aos países colaboradores.

"O sofrimento generalizado destas pessoas (que esperam a ajuda) não deve ser usado como ferramenta de negociação política", acrescentou a representante da entidade de defesa dos direitos humanos durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

Maduro nega a existência de uma crise humanitária e atribui a hiperinflação e a severa escassez de alimentos e remédios, que forçaram o exílio de 2,3 milhões de pessoas desde 2015, às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

JPS/rt/afp

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