União Europeia pede consenso após referendo na Turquia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 16.04.2017
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Mundo

União Europeia pede consenso após referendo na Turquia

Presidente da Comissão Europeia destaca disputa acirrada e diz que alterações constitucionais serão avaliadas à luz das obrigações da Turquia como país candidato ao bloco. Berlim pede "diálogo respeitoso".

Partidários de Erdogan festejam o resultado nas ruas de Istambul

Partidários de Erdogan festejam o resultado nas ruas de Istambul

Diante a vitória apertada do "sim" no referendo constitucional na Turquia, a Comissão Europeia afirmou neste domingo (16/04) que Ancara deve buscar o mais amplo consenso nacional para realizar a reforma aprovada na votação.

"Tendo em vista o resultado apertado no referendo e as implicações abrangentes das alterações constitucionais, pedimos que as autoridades turcas busquem o maior consenso nacional possível em sua implementação", afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, num comunicado assinado em conjunto com a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, e o comissário para Negociações de Ampliação da UE, Johannes Hahn.

Leia mais: Com referendo, Erdogan desafia também legado de Atatürk

O comunicado destacou que as alterações constitucionais serão avaliadas "à luz das obrigações da Turquia como país candidato à União Europeia" e como membro do Conselho da Europa – organização de defesa e monitoramento dos direitos humanos no continente.

Os líderes europeus ressaltaram ainda que estão esperando as avaliações de monitores internacionais sobre as alegações de irregularidades na votação, apresentadas pela oposição.

O secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjorn Jagland, afirmou que com o resultado acirrado o governo turco deve considerar os próximos passos com cuidad. Ele lembrou que a independência do Judiciário é um princípio consagrado na Convenção Europeia de Direitos Humanos.

Responsabilidade para Erdogan

Após a vitória apertada do "sim", o governo da Alemanha pediu nesta segunda-feira a Erdogan que busque um "diálogo respeitoso com todas as forças políticas e sociais" do país.

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Apoiadores de Erdogan comemoram resultado de referendo

"O resultado apertado da votação demonstra quão profundamente dividida está a sociedade turca. Isso representa uma grande responsabilidade para a chefia do Estado turco e para o presidente Erdogan", destacaram em comunicado conjunto a chanceler federal alemã, Angela  Merkel, e o ministro alemão do Exterior e vice-chanceler, Sigmar Gabriel.

O chefe de gabinete da chancelaria alemã, Peter Altmaier, afirmou à emissora de televisão ARD que o resultado mostra um debate político caloroso na Turquia e que o governo alemão respeitará um resultado "originado no voto livre e democrático".

Ao ser questionado se o voto foi livre e democrático, Altmaier disse apenas que observadores estão analisando como a votação foi conduzida.

O ministro do Exterior da Áustria, Sebastian Kurz, disse que o referendo mostrou como o país está dividido e afirmou que a colaboração entre a União Europeia e Ancara será mais complexa.

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, expressou preocupação com o resultado. "Estranho ver a democracia restringindo a democracia. A maioria tem o direito de decidir, mas estou preocupado com a nova Constituição turca", escreveu em sua conta no Twitter.

CN/ap/afp/rtr

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