UE e EUA exigem que Gbagbo deixe o poder na Costa do Marfim | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.04.2011
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Mundo

UE e EUA exigem que Gbagbo deixe o poder na Costa do Marfim

Helicópteros da França e da ONU atacam palácio presidencial e residência de Laurent Gbagbo em Abidjan. Secretário-geral diz que tropas das Nações Unidas agem para defender civis.

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Tropas francesas participam dos confrontos

Estados Unidos e União Europeia (UE) pressionam para que o presidente cessante da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, abdique do poder. "Gbagbo deveria respeitar a vontade do seu povo e deixar de reivindicar a presidência", declarou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta segunda-feira (04/04) à noite, em Washington.

"Para que a paz possa reinar" é necessária a renúncia do líder marfinense, disse por sua vez o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy.

Kämpfe Elfenbeinküste

Fumaça identificada nos arredores de Abidjan

As tropas de Alassane Ouattara, o presidente da Costa do Marfim reconhecido pela comunidade internacional, continuam na ofensiva para derrubar o regime de Gbagbo.

As tropas de Ouattara – que são apoiadas por unidades da ONU e pela França – invadiram na noite desta segunda-feira a residência de Gbagbo, disse Anne Ouloto, porta-voz de Ouattara.

Helicópteros da ONU e da França atacaram o palácio e a residência de Gbagbo em Abidjan (capital econômica marfinense), bem como dois acampamentos militares. Jornalistas no local reportaram à agência de notícias AFP que a ofensiva foi composta de artilharia pesada e explosivos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu o ataque, justificando que se trata de defender a população civil na metrópole marfinense. O secretário-geral enfatizou que as tropas da ONU não tomam partido no conflito, mas agem em defesa da população.

Kombibild Gbagbo und Alassane Ouattara

Laurent Gbagbo (e) e Alassane Ouattara

A participação das tropas da ONU foi ordenada pessoalmente por Ban Ki-moon, baseando-se na resolução do Conselho de Segurança sobre a Costa do Marfim. Ban Ki-moon acusa as forças fiéis de usar morteiros, granadas e armas pesadas contra a população.

Nesta terça-feira, o conselheiro diplomático de Ouattara, Ali Coulibaly, declarou à Radio França Internacional que Gbagbo está disposto a negociar sua renúncia. Ainda não seria tarde para negociar, concluiu Coulibaly. O conselheiro não mencionou detalhes, mas disse que Gbagbo está vivo e que está negociando a renúncia. O paradeiro de Gbagbo é desconhecido.

Enquanto isso, as tropas fiéis a Gbagbo continuam defendendo suas posições na capital da Costa do Marfim. Segundo observadores em Abidjan, os conflitos desta terça-feira de manhã se concentram sobretudo nos arredores do palácio presidencial.

Alassane Ouattara é o presidente reconhecido pela comunidade internacional desde as eleições do dia 28 de novembro de 2010. A crise na Costa do Marfim se deu depois dos dois candidatos se proclamarem vencedores.

BR/afp/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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