1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
Prédio destruído em Chernigov após bombardeio
Chernigov voltou a ser alvo de ataqueFoto: Michal Burza/Zuma/picture alliance
ConflitosUcrânia

Ucrânia afirma que foi alvo de mísseis disparados de Belarus

25 de junho de 2022

Kiev acusa Rússia de tentar arrastar ex-república soviética para a guerra. Apesar de ter se declarado neutra, Belarus prestou apoio logístico a tropas russas no início do conflito.

https://www.dw.com/pt-br/ucr%C3%A2nia-afirma-que-foi-alvo-de-m%C3%ADsseis-disparados-de-belarus/a-62260701

A Ucrânia foi alvo de diversos bombardeios neste sábado (25/06). Kiev afirmou que alguns dos mísseis foram disparados de Belarus, aliado da Rússia. Os ataques atingiram diversas cidades, como Lviv, Mykolaiv, Chernigov, Sumy e a região de Dnipropetrovsk.

Segundo o Estado-Maior ucraniano, os bombardeiros que atingiram Jitomir e Chernigov partiram de Belarus. A ex-republica soviética, comandada pelo ditador Alexander Lukashenko, se declarou neutra no conflito.

"Por volta das 5h a região de Chernigov sofreu um bombardeio maciço de mísseis. Vinte mísseis atingiram o vilarejo de Desna, disparados do território de Belarus", informou o Comando Norte das tropas ucranianas, acrescentando que "não houve vítimas" e apenas "uma infraestrutura foi afetada", sem indicar se se trata de uma instalação militar ou não.

A Ucrânia afirmou que os disparos foram feitos por tropas russas e partiram de Petrykaw, no sul de Belarus.

Infografik Karte Russische Truppenbewegungen in der Ostukraine PT

Kiev acusa a Rússia de tentar arrastar Belarus para a guerra. O ataque ocorre no mesmo dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, se encontrará com Lukashenko em São Petersburgo. Já o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, irá a Belarus no fim da próxima semana.

Apesar de não estar participando oficialmente da guerra, Belarus serviu de apoio logístico às tropas de Moscou, especialmente nas primeiras semanas da ofensiva russa. O país liderado por Lukashenko, desde 1994, tem sido, desde então, alvo de sanções ocidentais, também aplicadas contra a Rússia.

Lukashenko acusou o Ocidente de estar "em guerra com a Rússia" e de elevar "o nazismo à categoria de ideologia de Estado" por seu apoio militar e financeiro à Ucrânia. Ele também exige que a Belarus seja incluída nas negociações para encerrar o conflito.

cn (dpa, Lusa, AFP)