Turquia suspende proibição de véu nas Forças Armadas | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 23.02.2017
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Turquia

Turquia suspende proibição de véu nas Forças Armadas

Governo decide autorizar o uso da vestimenta muçulmana por mulheres militares em serviço. Decisão também contempla estudantes de escolas militares. Forças Armadas eram a única instituição turca que ainda proibia o véu.

O governo turco decidiu nesta quarta-feira (22/02) suspender a proibição do uso do véu muçulmano por mulheres que integram as Forças Armadas do país, contemplando também estudantes de colégios militares. A instituição era a única no país que ainda proibia a vestimenta entre seus membros.

"O problema de se impedir o uso do véu foi agora completamente removido na Turquia", declarou o ministro da Defesa turco, Fikri Isik, citado pela agência de notícias Anadolu. "As mulheres que assim desejarem poderão vestir o véu em serviço", acrescentou o político. 

Segundo a nova medida, a vestimenta deve ter a mesma cor do uniforme, não pode conter desenhos e deve ser usada de forma que não tape o rosto das oficiais, explicou Isik. Não ficou claro, porém, se mulheres que participam de missões de combate também terão permissão para usar o véu. A reforma deve entrar em vigor assim que for publicada no diário oficial do executivo de Ancara.

O uso do véu em instituições públicas foi proibido na Turquia na década de 1980. Enquanto o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, argumenta que o veto é um resquício intolerante do passado, críticos têm acusado o líder de tentar impor a religião islâmica sobre a socidade turca.

Ao longo da última década, o governo voltou a autorizar o uso do véu muçulmano em várias instituições, incluindo as escolas e universidades, o serviço público e as forças policiais.

As Forças Armadas da Turquia eram vistas como o mais forte bastião do laicismo no país – que é de maioria muçulmana sunita. Mas seu poder político tem sofrido quedas depois que o governo aumentou o controle sobre a instituição desde o golpe militar fracassado em julho do ano passado.

EK/ap/afp/lusa/efe/ots

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