Turquia exige que EUA extraditem pregador Gülen | Notícias internacionais e análises | DW | 16.12.2018
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Mundo

Turquia exige que EUA extraditem pregador Gülen

Líder muçulmano exilado nos EUA é acusado por Erdogan de arquitetar golpe de Estado de 2016. Segundo ministro do Exterior turco, após sinais positivos de Trump para deportação de Gülen, "precisamos ver passos concretos".

Fethullah Gülen, de 77 anos, é considerado arqui-inimigo de Erdogan

Fethullah Gülen, de 77 anos, é considerado arqui-inimigo de Erdogan

O governo turco exige dos Estados Unidos passos concretos para a extradição do pregador islâmico Fethullah Gülen e de outros membros de seu movimento social-religioso.

O presidente Recep Tayyip Erdogan tocou no assunto com o homólogo americano, Donald Trump, durante a cúpula do G20 na Argentina, duas semanas atrás, afirmou o ministro do Exterior Mevlüt Cavusoglu num fórum em Doha: "Quando nos encontramos pela última vez, em Buenos Aires, o presidente Trump disse a Erdogan que eles estavam trabalhando nesse sentido. Mas precisamos ver passos concretos."

Embora vivendo em exílio nos EUA, Gülen é considerado arqui-inimigo do líder turco, que o responsabiliza pela tentativa fracassada de golpe de Estado de julho de 2016. Por diversas vezes, Ancara exigiu a deportação do pregador de 77 anos. Até agora Washington tem se negado, o que redundou numa crise diplomática entre os dois parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Protesto em Istambul contra prisão de jornalistas

Protesto em Istambul contra prisão de jornalistas

Já em meados de novembro circulavam boatos de uma possível extradição de Fethullah Gülen para a Turquia. Segundo a mídia americana, a Casa Branca se informara junto a diversas agências sobre as possibilidades legais de expulsar o pregador muçulmano – notícia desmentida por uma porta-voz do Departamento de Estado em Washington.

A Turquia também acusou a Alemanha de não investir com a dureza necessária contra Gülen: o país estaria longe de corresponder às exigências turcas, criticou Cavusoglu na época. Em setembro, Ancara exigira a entrega de centenas de os adeptos do Movimento Gülen, o qual não é proibido na Alemanha, ao contrário do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Após o fracasso do levante de 2016, dezenas de milhares de supostos apoiadores do pregador foram presos ou demitidos de cargos públicos. As medidas, severamente criticadas pela opinião internacional, atingiram também acadêmicos, ativistas de direitos humanos e jornalistas.

Segundo dados oficiais de meados de novembro, desde 2016 218 mil cidadãos já foram presos pelo regime Erdogan. Quase 17 mil suspeitos foram condenados, outros 15 mil ainda se encontram em prisão preventiva, mais de 140 mil funcionários públicos foram despedidos.

Ancara segue investindo contra supostos simpatizantes de Fethullah Gülen. Segundo a agência de notícias estatal Anadolu, apenas na última sexta-feira a Promotoria Pública de Istambul expediu 219 mandados de prisão contra oficiais e suboficiais suspeitos de pertencerem ao movimento.

AV/rtr,ap,dpa

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