Trump rejeita nova acusação de abuso sexual contra Brett Kavanaugh | Notícias internacionais e análises | DW | 15.09.2019
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Estados Unidos

Trump rejeita nova acusação de abuso sexual contra Brett Kavanaugh

Presidente americano chama de "mentira" artigo do 'New York Times' com novo testemunho de suposto abuso sexual cometido pelo juiz indicado por ele para a Suprema Corte. Democratas pedem impeachment do magistrado.

Kavanaugh e Trump apertando as mãos

Kavanaugh cumprimenta Trump em cerimônia de posse como juiz da Suprema Corte

O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou neste domingo (15/09) pedidos de democratas por um impeachment do juiz da Suprema Corte dos EUA Brett Kavanaugh, após uma nova reportagem sobre acusações de abuso sexual contra o magistrado.

Trump, que defendeu ferozmente Kavanaugh durante seu controverso processo de confirmação, descartou a nova acusação como "mentira".  No Twitter, ele afirmou que Kavanaugh "deveria começar a processar pessoas por difamação, ou o Departamento de Justiça ir em sua ajuda".

Durante o processo de confirmação da indicação de Kavanaugh para o Supremo, em outubro de 2018, ele foi acusado por duas mulheres de abuso sexual nos anos 80, época em que era estudante na Universidade de Yale. Kavanaugh desmentiu veementemente as acusações, que prejudicaram o processo para sua confirmação.

As últimas alegações de má conduta sexual contra Kavanaugh surgiram como parte de uma investigação de 10 meses do jornal The New York Times. Em um artigo publicado no periódico neste sábado, Max Stier, um ex-colega de Yale, disse que viu Kavanaugh numa festa no dormitório universitário em que amigos "empurraram o pênis dele na mão de uma aluna".

Esse novo testemunho corrobora uma acusação feita por Deborah Ramirez, uma ex-colega Kavanaugh em Yale, ainda durante o processo de confirmação de Kavanaugh no ano passado. Ela afirmou que Kavanaugh expôs suas partes íntimas a ela durante uma festa de bebedeira na universidade.

O artigo do The New York Times informa que pelo menos sete pessoas, incluindo a mãe de Ramirez, tinham ouvido sobre o incidente muito antes de Kavanaugh se tornar juiz. Kavanaugh negou as acusações de Ramirez durante sua audiência de confirmação do Senado.

O jornal afirma que Max Stier notificou senadores americanos e o FBI sobre o incidente, mas que o FBI não investigou o caso.

Pelo menos três pré-candidatos presidenciais democratas pediram o impeachment de Kavanaugh após a reportagem do The New York Times.

A senadora democrata Kamala Harris, da Califórnia, disse que no Twitter que "Brett Kavanaugh mentiu para o Senado dos EUA e, mais importante, para o povo americano. Ele tem que sofrer impeachment".

Os republicanos atualmente controlam o Senado, tornando virtualmente impossível um impeachment de Kavanaugh, que foi nomeado por Trump.

A senadora e pré-candidata à Presidência pelo Partido Democrata Elizabeth Warren, tuitou: "Essas novas revelações são perturbadoras. Assim como o homem que o nomeou, Kavanaugh deve sofrer impeachment."

Os comentários foram semelhantes aos de Julián Castro, ex-secretário de Habitação dos EUA e também pré-candidato democrata, no sábado à noite. "Está mais claro do que nunca que Brett Kavanaugh mentiu sob juramento", tuitou. "Ele deve sofrer um impeachment, e o Congresso deveria rever a falha do Departamento de Justiça em investigar adequadamente o assunto."

MD/ap/rtr/afp

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