Trump oficializa tarifas à importação de aço e alumínio | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 08.03.2018
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Economia

Trump oficializa tarifas à importação de aço e alumínio

México e Canadá são poupados das taxas inicialmente. Casa Branca afirma que outros países podem solicitar isenções se conseguirem resolver ameaça que suas exportações representariam aos Estados Unidos.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (08/03) a imposição de tarifas à importação de aço e alumínio. A Casa Branca anunciou que México e Canadá foram, por enquanto, excluídos da medida.

"Não tomamos estas ações por escolha, mas por necessidade", afirmou Trump, na Casa Branca. O presidente acrescentou que a melhor saída para as empresas escaparem da taxação é abrir fábricas nos Estados Unidos.

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As tarifas de 25% nas importações de aço e 10% nas de alumínio, materiais que são essenciais para os setores de construção e manufatura, entram em vigor em 15 dias. México e Canadá foram poupados inicialmente das taxas. A decisão final sobre esses países depende da renegociação em curso do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). 

"Tenho a impressão de que vamos conseguir um acordo sobre o Nafta. Se o alcançarmos, não haverá tarifas para Canadá e México", ameaçou Trump.

O governo americano deixou aberta a possibilidade para países solicitarem isenções, mas não revelou os critérios para a concessão desse benefício. A Casa Branca, porém, disse que a isenção será concedida àqueles que conseguirem resolver a ameaça que suas exportações representam aos EUA.  Segundo Trump, países que tratarem os Estados Unidos "de maneira justa no comércio" podem ser aliviados da tarifa.

O presidente exigiu também concessões da União Europeia (UE), reclamando que o bloco trata com de forma injusta os carros americanos. Trump ameaçou aumentar as tarifas para a importação de automóveis europeus.

Para justificar a taxação do aço e alumínio, Trump argumentou que as taxas protegem os produtores americanos e devem fomentar a criação de postos de trabalho. 

Críticas até de republicanos

A decisão americana revoltou a comunidade internacional. Após o anúncio da taxação na semana passada, vários países disseram que não ficariam de braços cruzados e que estabeleceriam tarifas e barreiras comerciais a produtos dos Estados Unidos. A UE e diversos países, como China, Brasil, México, Canadá e Índia, alertaram que a decisão poderia provocar um efeito dominó e pediram ao governo americano que desistisse da ideia.

A tarifa é polêmica também entre os republicanos. Após a assinatura, o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, condenou duramente a decisão. "Não concordo com essa ação e temo suas consequências. Continuaremos pedindo à administração para que reduza essa política e a concentre apenas naqueles países e práticas que violam o direito comercial", ressaltou.

O senador republicano Jeff Flake afirmou que apresentará um projeto de lei para anular a taxação e disse que a decisão de Trump é letal para o crescimento econômico.

Na Europa, o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, lamentou a decisão de Trump e disse que há apenas perdedores numa guerra comercial. Le Maire afirmou que a UE avaliará os impactos da taxação na indústria europeia e responderá de maneira apropriada.

A comissária europeia do Comércio, Cecilia Malström, afirmou que o bloco deveria ser isentado das tarifas. "A União Europeia é um aliado próximo dos Estados Unidos", disse. Ela acrescentou que pedirá "mais clareza" sobre a questão nos próximos dias.

CN/rtr/efe/lusa/afp

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