Trump insiste que não houve nenhum conluio no caso Flynn | Notícias internacionais e análises | DW | 02.12.2017
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Estados Unidos

Trump insiste que não houve nenhum conluio no caso Flynn

Presidente afirma que admissão de culpa de ex-conselheiro não implica Casa Branca. Imprensa aponta que Michael Flynn teria seguido ordens do genro de Trump ao contatar russos.

Donald Trump

O presidente Trump fala a grupo de jornalistas pouco antes de deixar a Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu neste sábado (02/12) que não houve "absolutamente nenhum conluio" entre sua campanha e o governo da Rússia.

"O que foi mostrado não é um conluio, nenhum conluio", disse Trump a um grupo de jornalistas enquanto deixava a Casa Branca para acompanhar eventos de arrecadação de doações em Nova York. "Não houve absolutamente nenhum conluio, então estamos muito felizes".

Pouco depois, Trump voltou a comentar o caso em sua conta no Twitter. "Tive que demitir o general Flynn porque ele mentiu ao vice-presidente e ao FBI. Ele se declarou culpado por essas mentiras. É uma pena, já que suas ações durante a transição foram legais. Não havia nada a esconder!"

Os comentários foram feitos um dia depois de o general reformado e ex-conselheiro de segurança nacional Michael Flynn se declarar culpado de mentir ao FBI sobre seus contatos com o embaixador russo nos EUA antes de Trump assumir a presidência. Os investigadores também revelaram que Flynn está cooperando com as autoridades e estaria até mesmo disposto a testemunhar que recebeu instruções de "um funcionário sênior" da equipe de transição para entrar em contato com os russos.

Vários veículos de comunicação dos EUA informaram que a figura que o tal "funcionário sênior" é provavelmente o genro de Trump, Jared Kushner. Também surgiram especulações que Flynn teria recebido instruções do próprio Trump, mas isso foi desmentido pela emissora ABC, que chegou a divulgar inicialmente essa versão.

Flynn foi o primeiro membro do governo de Trump a se declarar culpado de um crime desde que o promotor especial Robert Mueller começou a investigar as tentativas russas de influenciar a eleição presidencial dos EUA de 2016.

Flynn deixou o cargo em fevereiro, apenas 24 dias depois de ter assumido a posição no governo Trump, após a revelação de que ele teria mantido contatos com o embaixador Serguei Kislyak.

Imediatamente após a admissão de culpa de Flynn, o advogado da Casa Branca, Ty Cobb, insistiu que apenas Flynn estava implicado no caso. "Nada sobre a admissão de culpa ou a acusação envolve alguém além do senhor Flynn", disse.

JPS/rtr/dpa

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