Trump diz que manterá política de ″uma só China″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.02.2017
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Mundo

Trump diz que manterá política de "uma só China"

Presidente dos EUA fala ao telefone com líder chinês pela primeira vez desde que chegou à Casa Branca. Magnata havia ameaçado rever posição de Washington em relação a Taiwan, que Pequim considera parte de seu território.

Xi Jinping e Donald Trump

Segundo a Casa Branca, Trump (dir.) reafirmou compromisso com política de " uma só China" a pedido de Xi (esq).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta quinta-feira (10/02) o compromisso de Washington com a política de "uma só China", em conversa telefônica com o presidente chinês, Xi Jinping.

A política de "uma só China" diz respeito a Taiwan, um dos temas mais delicados para Pequim. Enquanto a ilha se vê como uma nação soberana e democrática, a China considera Taiwan parte do seu território, na forma de uma província dissidente.

Entenda: A delicada relação entre China e Taiwan

A conversa telefônica desta quinta-feira, a primeira com Xi desde que Trump tomou posse, em 20 de janeiro, foi "extremamente cordial", segundo comunicado da Casa Branca. Ambos os líderes fizeram convites um ao outro para uma visita de Estado.

Após discutirem "numerosos" assuntos, Trump concordou em honrar a política de "uma só China a pedido do presidente Xi", afirmou a Casa Branca, sinalizando que os dois presidente estão ansiosos por novas conversas.

Em comunicado, Xi afirmou que Pequim aprecia o compromisso de Trump com a política de "uma só China". "Acredito que os EUA e a China sejam parceiros cooperativos e que, por meio de esforços conjuntos, possamos impulsionar as relações bilaterais a um nível histórico", disse.

Questão taiwanesa

Após ser eleito e antes de tomar posse, Trump ameaçou rever a política de "uma só China", e, em dezembro, desagradou Pequim ao atender uma ligação telefônica da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen.

Os EUA trocaram o reconhecimento diplomático de Taiwan para a China em 1979, num processo de aproximação com Pequim. Desde então, Washington não reconhece diplomaticamente Taiwan e nenhum presidente americano jamais ligou para um líder taiwanês.

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Ainda assim, os EUA são de longe os principais aliados de Taiwan. Os americanos mantiveram a parceria com a ilha fornecendo-lhe armas e se declarando comprometidos com sua capacidade de defesa.

Além da questão taiwanesa, também havia preocupado Pequim a ameaça de Trump de elevar os impostos sobre as importações chinesas. O magnata acusou a China de desvalorizar artificialmente o yuan e roubar empregos dos americanos.

Alguns analistas já se perguntavam por que tardava tanto para Trump entrar em contato com Xi, considerando que o presidente dos EUA falou ao telefone com uma série de líderes internacionais desde que chegou à Casa Branca.

Trump havia quebrado o gelo com uma carta enviada a Xi nesta terça-feira, desejando felicidades pelo Ano Novo Lunar, quase uma semana após o fim das celebrações, e defendendo o desenvolvimento de relações bilaterais "construtivas".

LPF/lusa/ap/rtr

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