Trump diz que Biden será ″destruidor da grandeza americana″ | Notícias internacionais e análises | DW | 28.08.2020

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Estados Unidos

Trump diz que Biden será "destruidor da grandeza americana"

Presidente dos EUA ataca rival democrata em discurso que oficializou sua nomeação na convenção republicana. Ato eleitoral quebra protocolo ao ocorrer na Casa Branca e reúne 1.500 pessoas sem precauções contra a covid-19.

Presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso na convenção republicana na Casa Branca

Trump: "Joe Biden passou sua carreira terceirizando os sonhos dos trabalhadores americanos e abrindo suas fronteiras"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou na noite desta quinta-feira (27/08) a Convenção Nacional Republicana, aceitando oficialmente a nomeação para ser o candidato do partido na corrida presidencial americana em novembro. O mandatário aproveitou a ocasião para atacar seu adversário democrata, Joe Biden.

Em discurso de 70 minutos proferido num enorme palco montado no gramado da Casa Branca, Trump disse que aceitou a indicação do partido com o "coração cheio de gratidão e otimismo ilimitado", e descreveu a próxima eleição como "a mais importante da história de nosso país".

Em ataque ao seu rival Biden, ele disse que nunca houve "uma escolha mais clara entre dois partidos, duas visões, duas filosofias", e prosseguiu com a descrição da agenda democrata como "o conjunto mais extremo de propostas de todos os tempos apresentado por um candidato de um grande partido".

"Joe Biden não é o salvador da alma dos Estados Unidos. Ele é um destruidor de empregos dos EUA e, se tiver a chance, será o destruidor da grandeza americana", afirmou Trump. "Joe Biden passou toda a sua carreira terceirizando os sonhos dos trabalhadores americanos, terceirizando empregos, abrindo suas fronteiras e enviando seus filhos e filhas para lutar em guerras internacionais sem fim."

O presidente ainda repreendeu o rival democrata por levantar a possibilidade de futuras paralisações na economia como medida para combater o avanço da covid-19, acusando-o de buscar "se render" ao coronavírus. Trump insistiu que a economia e as escolas públicas devem voltar à normalidade rapidamente, embora pesquisas de opinião pública apontem que a maioria dos americanos teme uma rápida reabertura em meio à pandemia.

"O melhor ainda está por vir"

Trump se comprometeu a derrotar o coronavírus – embora, sob sua gestão, os Estados Unidos tenham se tornado de longe o país mais afetado pela pandemia no mundo – e afirmou que os EUA terão uma vacina pronta "até o final do ano, ou talvez até antes".

O presidente também afirmou que o país alcançará "prosperidade recorde" se ele for reeleito, e prometeu "reconstruir novamente a maior economia da história".

Ao se referir à inquietação social e os protestos contra o racismo e a brutalidade policial contra negros nos EUA, Trump disse que nenhum presidente fez mais pelos afro-americanos do que ele, e prometeu que "o melhor ainda está por vir".

A correspondente da DW em Washington, Ines Pohl, assistiu ao discurso e disse que, embora muitas coisas que Trump disse não fossem verdade, o presidente pode ter entusiasmado os eleitores indecisos "entregando a ideia de que tem um plano bastante claro sobre o coronavírus, a economia e o entrevero com a China, enquanto Biden, não".

O local do discurso – o gramado sul da Casa Branca – quebrou a tradição e os regulamentos sobre não usar a mansão para eventos puramente políticos.

Cerca de 1.500 pessoas assistiram ao discurso, que ocorreu sem as devidas precauções contra o coronavírus, como distanciamento social e obrigação do uso de máscaras – algumas pessoas, no entanto, usaram. Apenas aqueles que ficariam mais próximos do presidente e de seu vice, Mike Pence, foram testados para covid-19.

Os Estados Unidos somam o maior número de infecções e de mortes por coronavírus registrado no mundo, com mais de 5,8 milhões de casos e mais de 180 mil óbitos.

O que mais ocorreu durante a convenção?

Na quarta-feira, o vice-presidente Pence aceitou sua renomeação. Em meio a protestos antirracismo em cidades americanas após repetidos incidentes de violência policial, ele defendeu a polícia e pediu o fim dos distúrbios. "Sob o presidente Trump, sempre estaremos com aqueles que estão na fina linha azul. Não vamos tirar dinheiro da polícia. Nem agora nem nunca."

Tentando atrair o eleitorado negro para a campanha de Trump, vários oradores afro-americanos discursaram na convenção, incluindo Kim Klacik, que concorre a um assento parlamentar pelo 7º distrito de Maryland; Ben Carson, secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano; e Ja'Ron Smith, membro da equipe da Casa Branca.

Smith afirmou em seu discurso que gostaria que todos pudessem ver a "profunda empatia" que o presidente mostra às famílias cujos entes queridos foram levados por uma violência sem sentido.

Além disso, a ainda assessora do presidente, Kellyanne Conway, e a secretária de imprensa Kayleigh McEnany falaram do apoio de Trump às mulheres, numa clara tentativa de conquistar também o eleitorado feminino.

Biden: Trump usa violência como estratégia política

A convenção republicana ocorreu uma semana após a convecção democrata, na qual Biden oficialmente aceitou a nomeação para a corrida presidencial, e Kamala Harris aceitou se juntar à chapa como candidata a vice-presidente.

Numa arrecadação de fundos nesta quinta-feira, Biden disse que Trump usou o espectro da violência como uma "estratégia política", em vez de realmente tentar combatê-la.

"Donald Trump vive dizendo que não será seguro nos EUA de Joe Biden", disse o democrata. "Qual a prova deles? A violência que vocês estão vendo está [ocorrendo] durante o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos de Donald Trump. Eles se esqueceram quem é o presidente?"

PV/rtr/ap/ots

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