Trump condena supremacismo branco após ataques | Notícias internacionais e análises | DW | 05.08.2019
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Estados Unidos

Trump condena supremacismo branco após ataques

Sem mencionar legislação que facilita acesso a armas, presidente dos Estados Unidos culpou doenças mentais e videogames pelos massacres, e defendeu execuções "rápidas" para condenados por crimes de ódio.

Trump fez pronunciamento na Casa Branca sobre os ataques

Trump fez pronunciamento na Casa Branca sobre os ataques

Em meio a críticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou nesta segunda-feira (05/08) os ataques a tiros no Texas e Ohio como crimes bárbaros contra a humanidade, além de culpar doenças mentais e videogames pelos massacres, porém, sem mencionar mudanças na legislação que facilita o acesso a armas de fogo.

"Com uma só voz, nossa nação deve condenar o racismo, o fanatismo e o supremacismo branco", apelou Trump em pronunciamento na Casa Branca após os tiroteios do fim de semana, que deixaram 30 mortos.

O presidente mencionou que o atirador de El Paso, que abriu fogo de maneira indiscriminada num shopping da cidade localizada na fronteira com o México, "publicou um manifesto na internet repleto de ódio racista".

Alvo constante de críticas por utilizar retórica agressiva contra a imigração e, em consequência, presumivelmente alimentar uma onda de violência, Trump respondeu às insatisfações dos oposicionistas, mostrando-se "indignado e enojado" pelos massacres do fim de semana. No entanto, não respondeu diretamente às acusações de que seus próprios comentários racistas possam ter contribuído para o aumento das tensões raciais.

"Essas ideologias sinistras devem ser derrotadas. O ódio não tem lugar na América. O ódio distorce a mente, destrói o coração e devora a alma", acrescentou Trump.

O republicano afirmou que os condenados por crimes de ódio devem receber "pena de morte" com execuções "rápidas". Além disso, frisou que "a doença mental e o ódio são os que apertam o gatilho, não a pistola", numa clara defesa ao direito ao porte de armas nos EUA.

Após o pronunciamento, democratas acusaram Trump de se esconder atrás de um discurso sobre saúde mental, ao invés de se comprometer a endurecer a legislação sobre armas no país como meio de combater a violência e evitar massacres como os recentes.

As autoridades federais já anunciaram que tratarão o tiroteio no Texas como um ato de "terrorismo doméstico", enquanto ainda investigam a motivação do ocorrido em Ohio. Em ambos os casos, os suspeitos são jovens brancos.

massacre em um supermercado Walmart em El Paso, no Texas, matou pelo menos 21 no sábado. Outro ataque ocorrido horas mais tarde numa área de vida noturna em Dayton, Ohio, deixou mais nove vítimas.

Os indícios de que o atentado no Texas teria motivação racial levaram oposicionistas democratas a jogarem a culpa sobre a retórica anti-imigração de Trump a qual, afirmam, fomentaria um clima de ódio e violência contra os migrantes.

Nas últimas semanas, Trump lançou uma série de tuítes racistas contra um grupo de congressistas democratas de origem estrangeira. Além disso, ele frequentemente denuncia o que chama de "invasão" de migrantes através da fronteira com o México, já tendo sido várias vezes acusado de leniência para com grupos que defendem a supremacia branca no país.

Sua estratégia para ser reeleito em 2020 coloca as tensões raciais no centro do debate, como forma de ativar sua base de apoio entre os conservadores. Os massacres em El Paso e Dayton, porém, podem pôr em xeque essa tática de campanha.

CN/efe/lusa/rtr/ap

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