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Sonda iniciou a transmissão de dados em janeiro de 2005,Foto: AP/ESA

Termina com êxito a missão lunar da Agência Espacial Européia

(rw)
3 de setembro de 2006

A sonda espacial européia Smart-1 terminou sua missão de três anos num choque controlado com o solo lunar.

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A missão da sonda européia Smart-1 terminou neste domingo (03/09) com o impacto controlado da nave sobre a superfície da Lua no pólo sul do satélite, informou a base de controle da Agência Espacial Européia (ESA) em Darmstadt, na Alemanha.

O "choque espetacular" da sonda com o solo lunar foi observado por um telescópio franco-canadense no Havaí, disse o porta-voz da ESA, Bernard von Weye. Os cientistas adiaram o impacto, previsto inicialmente para 17 de agosto na parte não visível da Lua.

Eles fizeram várias manobras para permitir que o choque ocorresse na face visível, para que pudesse ser acompanhado pelos astrônomos.

Análise do pó lunar

Mond Vorderseite
O lado que conhecemos da LuaFoto: AP

No impacto, a sonda estava com uma velocidade de dois quilômetros por segundo e deve ter aberto, segundo cálculos dos cientistas, uma cratera de três a dez metros de diâmetro no solo. Um espectrômetro enviará à Terra a análise da nuvem de pó gerada pelo impacto. Os pesquisadores esperam assim obter informações sobre os elementos que formam a superfície da Lua e reunir mais dados sobre sua formação.

A sonda, que pesou 366 quilos e cuja missão custou 120 milhões de euros, foi lançada com um foguete do tipo Ariane 5 em setembro de 2003 da base de Kourou, na Guiana Francesa. Smart é a abreviatura de Small Mission for Advanced Research in Technology, ou seja, "pequena missão para pesquisa avançada em tecnologia". Após 14 meses de viagem, ela atingiu a órbita lunar em novembro de 2004 e começou a enviar dados à base terrestre em janeiro de 2005.

Smart-1 im Check
Testes finais na sonda foram feitos na HolandaFoto: ESA

Durante a missão, o espectrômetro a bordo da nave detectou vários minerais, como cálcio e magnésio na superfície da Lua. Além disso, foram enviadas informações cartográficas sobre a superfície lunar, inclusive do seu lado oculto.

A grande sensação, no entanto, foram os testes bem-sucedidos com um futurístico sistema de propulsão iônico, que usou gás xenônio e a energia do sol, sendo chamado por isso também de "propulsão solar-elétrica". Esta tecnologia poderá ser usada em futuras viagens especiais de longa distância, como a da sonda Bepi-Colombo, que será lançada pelos europeus em direção a Mercúrio em 2013.

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